Estudo propõe estratégia global anti-corrupção
A Suíça é um dos países menos corruptos do mundo. Mas a corrução existe, faz a cama no setor da construção, e tem aumentado. Indice internacional recente retrogradou o país da 8a a 11a. posição. Estudo propõe medidas e estratégia de combate ao flagelo.
A Suíça não está gangrenada pela corrupção, mas a atribuição de trabalhos públicos continua vulnerável a essa prática generalizada. Esta a conclusão publicado na quinta-feira 14/12 em Friburgo.
A pesquisa foi realizada por três professores universitários, dois de Friburgo (Nicolas Queloz e Marco Borghi) e um de Genebra (Maria Luisa Cesoni).
O estudo cita 15 casos de condenação no país, mas considera isso apenas “a ponta do iceberg”. E propõe 50 medidas ao governo para lutar contra o flagelo, sendo a principal destinada a acabar com “a camaradagem” (copinage, em francês).
Mas na lista de medidas de combate figuram desde a necessidade de uma lei sobre financiamento de partidos até a criação de uma escola para magistrados. Os pesquisadores estimam também ser importante confiar à justiça e às autoridades meios práticos de aplicar leis.
O mais importante de tudo segundo o estudo que acaba de ser publicado é estabelecer “uma estratégia global contra a corrupção”, até porque as medidas existentes estão dispersas na legislação suíça.
Por fim fala de “uma blocagem cultural face à corrupção”. Diante de laços existentes entre empreiteiros, políticos e funcionários públicos, esses meios parecem até ter dificuldade em acreditar na existência de corrupção…
swissinfo com agências.
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