EUA vão mudar posição sobre armas biológicas
Começa segunda-feira em Genebra a Conferência Internacional sobre armas biológicas. Existe uma Convenção desde 1972 mas até julho Washington era contra o controle da Convenção.
Os atentados do 11 de setembro, as cartas contaminadas enviadas pelo correio e os rumores de que o grupo de Ben Laden disporia de armas bacteriológicas criaram novas necessidades em matéria de segurança.
Mudança de posição
A questão será debatida durante 3 semanas, a partir de segunda-feira, em Genebra, pelos 144 países signatários da Convenção sobre as armas biológicas, assinada em 1972.
Como em outros tratados da ONU, a Convenção negociou durante anos um instrumento de controle da aplicação, para punir as violações ao texto. Isso seria feito através de um Protocolo que previa uma organização internacional a ser criada. Submetida ao voto em julho último, a proposta foi rejeitada somente pelos Estados Unidos, posição que foi alvo de críticas da comunidade internacional.
Os EUA criticavam a ineficácia do texto mas diplomatas que participaram das negociações garantem que Washington havia trabalhado para alterá-lo e depois criticou-o. Na verdade, afirmam as mesmas fontes, havia pressões das multinacionais norte-americanas contra as inspeções previstas, temendo espionagem industrial.
Expectativa de proposta
“Esperamos que os EUA tenham tido tempo de refletir”, afirmou o embaixor suíço Christian Faessler, especialista em questões de desarmamento. “Até agora, nada vimos de concreto vindo de Washington”, acrescenta.
Depois do 11 de setembro, o presidente Bush declarou que a produção de armas biológicas deveria ser considerada um crime e incitou todos os países a terem uma legislação penal para isso.
Resta saber qual será desta vez a proposta dos EUA na Conferência de Genebra, que vai durar três semanas.
swissinfo com agências
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