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Investigação do escândalo do juiz Verda se acelera

Investigações são dirigidas pelo Procurador Especial Luciano Giudici, nomeado pelo governo federal. Keystone / Massimo Pedrazzini

O Procurador Luciano Giudici (foto) continua as investigações contra o juiz Franco Verda, preso sob acusação de abusar do segredo de função e de corrupção passiva. A esposa do juiz Verda também foi detida e outras 87 pessoas já foram indiciadas.

O juiz Franco Verda, 59 anos, presidente do Tribunal Penal de Lugano, no estado do Ticino, sul do país, está preso desde sexta-feira. Ele foi indiciado por envolvimento com suposto mafioso, contrabandista de cigarros, o italiano Gerardo Cuomo, de quem era amigo.

Segunda-feira, o Procurador Especial que dirige as investigações, Luciano Giudici, decretou a prisão preventiva da esposa do juiz Verda, Désiré Rinaldi, ex-advogada de Gerardo Cuomo.

Cuomo seria o braço direito de Francesco Prudentino, outro italiano considerado um dos maiores contrabandistas de cigarros europeus. O juiz teria uma relação de amizade com Gerardo Cuomo e a esposta de Verda teria aceito empréstimo de 220 mil dólares dele.

Os últimos desdobramentos do caso indicam que Marco, filho Cuomo, também está preso, e que Gerardo Cuomo foi transferido de prisão de Zurique para o Ticino a fim de ser interrogado pela justiça.

Na Itália, o procurador antimafia de Bari, Giuseppe Scelsi, terminou investigaçao sobre tráfico internacional de cigarros. Ele indiciou os 2 Cuomo, Francisco Prudentino e 87 outras pessoas.

Três suíços figuram entre os suspeitos: um agente de câmbio e um ex-diretor de banco. Ambos são do Ticino e estariam envolvido em lavagem de dinheiro em benefício dos “mafiosos”. Ainda um procurador do Ticino consta da lista dos susepeitos.

Nos últimos dias a imprensa italiana abre maior espaço ao caso. Um pedido de extradição foi feito à justiça suíça que deve ainda tomar uma decisão a esse respeito.

Enquanto isso, o juiz Franco Verda, internado em hospital de Lugano e sob vigilância policial, declara-se inocente.

Resta que é a primeira vez que na Suíça um magistrado vai para a prisão, acusado de corrupção e envolvimento com o crime organizado.

swissinfo com agências.

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