Malas de dinheiro atravessam as fronteiras
O método antigo para reciclagem de dinheiro sujo e outros valores ou para escapar ao fisco, continua sendo utilizado na Europa e na Suíça. Entre setembro e fevereiro, cerca de 2,4 bilhões de francos suíços teriam atravessado as fronteiras ilegalmente.
Os dados de um relatório confidencial da polícia alfandegária da União Européia foi publicado pelo jornal “Le Temps”, de Genebra, na edição de quinta-feira, 19/10.
Entre setembro do ano passado e fevereiro deste ano, o equivalente a 2,4 bilhões de francos suíços atravessaram ilegalmente as fronteiras “internas e externas” à União Européia. 21 mil pessoas estavam envolvidas nessas transações, entre elas 258 cidadãos suíços, segundo o correspondente do “Le Temps”, em Bruxelas.
O transporte físico de valores inclui ouro, pedras preciosas, cheques e títulos. O dinheiro vivo correpondente a 3,5 p/cento do total. No período em questão, a polícia alfendegária constatou 20.710 transportes ilegais de valores.
Trata-se, na grande maioria, de somas inferiores a 75 mil francos suíços. Em cerca de mil casos, os valores eram superiores a 300 mil francos. Os especialistas afirmam que essa continua sendo uma maneira as normas de controle dos sistemas informáticos, reforçadas pelos bancos.
O relatório afirma que a maior parte da orígem e do destino dos valores “é externa aos países da União Européia”. Quanto à orígem, a Suíça está em 4° lugar, depois de Egito, Albânia e Argélia. Dentro da UE, pela ordem, estão Alemanha, Espanha e França.
Quanto ao destino dos valores, a Suíça vem 3° lugar fora da UE, depois do Mali e do Senegal. Dentro da UE, os principais países destinatários são Itália, Espanha e Alemanha.
Os especialistas propõem que os 15 países membros da UE adotem uma regra comum sobre a obrigatoriedade de declarar os valores transportados. Uma comissão especial da UE vai estudar o assunto até julho de 2001.
Segundo avaliações do Fundo Monetário Internacional (FMI), 590 bilhões dólares por ano são reciclados no mundo pelo crime organizado.
Swissinfo/Le Temps e agências.
Certificação JTI para a SWI swissinfo.ch
Mostrar mais: Certificação JTI para a SWI swissinfo.ch
Veja aqui uma visão geral dos debates em curso com os nossos jornalistas. Junte-se a nós!
Se quiser iniciar uma conversa sobre um tema abordado neste artigo ou se quiser comunicar erros factuais, envie-nos um e-mail para portuguese@swissinfo.ch.