Ministro volta a defender sigilio bancário
Em entrevista no fim de semana, o ministro suíço da Economia, ameaça com referendo popular para defender o sigilo bancário de ataques da União Européia. A UE procura generalizar troca multilateral sobre fisco para combater evasão fiscal...
O ministro suíço da Economia, Pascal Couchepin, concedeu a entrevista ao jornal bissemanal, “Finanz und Wirtschaft” (finança e economia), publicado em Zurique.
O ministro refere-se ao sigilo bancário como a “um pilar da ordem jurídica suíça” e estima que ao povo caberia a última palavra sobre a questão, porque a harmonização do fisco solicitada para combate à sonegação de impostos – como vem insistindo a UE – atingiria a esfera privada do cidadão, muito apegado a direitos como esse.
Resta que a pressão da União Européia nesse setor é muito grande e que a Suíça, fora do grupo dos 15 países, está em posição de fraqueza. Pode ver-se obrigada a pelo menos atenuar o sigilo dos bancos, para melhorar sua imagem de “paraíso fiscal”.
Note-se que na área da fiscalidade, o sigilo dos bancos suíços é praticamente absoluto. E podem estar em jogo bilhões de dólares…
Paradoxo apontado por especialistas é que a Suíça possui ótimo sistema de imposição fiscal sobre rendimentos de capitais. Os bancos retiram para os impostos 35 por cento do conjunto de dividendos e juros pagos ao cliente.
O nome do credor não é indicado, mas ele pode recuperar a soma. Em certos casos vale a pena prencher honestamente os formulários de impostos !
O problema é que o sistema não se aplica quando o cliente é estrangeiro.
swissinfo com agências.
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