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ONG sugere proteger delator

Philippe Levy (e) e Niklaus Huber, de Transparency Switzerland Keystone

Transparency Switzerland (combate à corrupção) apresentou estudo sobre corrupção mundial 2001, apelando a proteger quem denuncia corruptores.

A edição 2001 do estudo internacional sobre a corrupção no mundo – divulgado em fins de junho – foi apresentada oficialmente, no início da semana. Transparency Switzerland, seção suíça da ONG – especializada na luta contra a corrupção e lavagem de dinheiro – aproveitou a ocasião para sugerir que a Suíça defendesse melhor os delatores nessas áreas.

Garantir anonimato

O que a ONG pergunta é se a Suíça não deveria elaborar lei que garantisse possibilidade de delação anônima a uma repartição pública independente. Parte da constatação de que a maioria dos casos de corrupção é descoberta graças a dedos-duros.

O problema é que quem denuncia é geralmente despedido do emprego e encontra dificuldades de reinserção profissional.

Uma lei de proteção dos delatores deveria defendê-los da perda de emprego até o fim do processo, prever eventual indenização para o denunciador e ajudá-lo a encontrar trabalho. É o que propôs o vice-diretor do Controle Federal de Finanças, da Suíça, Michel Huissoud.

Na Suíça há possibilidade de denunciar fraude ou corrupção às autoridades competentes, via internet (www.efk.admin.ch). O caráter confidencial da delação é garantido. Mas não existe um organismo estatal independente para essa função.

Por outro lado, a lei deveria colocar limites à delação, uma que pode levar facilmente a abusos

O “ranking” da corrupção

Na classificação da corrupção de Transparência Internacional, a Suíça está bastante bem. Figura em 12° lugar, um posto inferior em relação ao ano 2000.

A lista é liderada pela Finlândia, Dinamarca e Nova Zelândia. Grã-Bretanha (13a), Estados Unidos (14°), Alemanha (20a) e Brasil (46°), estão em situação mais grave.

De acordo com a sondagem em 91 países, realizada por 7 organismos independentes (como Banco Mundial e Word Economic Forum), o pior aluno é Bangladesh.

swissinfo

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