Suíça quer resolver contencioso com Israel
O ministro suíço das Relações Exteriores, Joseph Deiss, que acaba de efetuar viagem de 5 dias a Israel e territórios palestinos, declarou, na terça-feira 27/3, que a Suíça busca solução "aceitável" para o Escritório de Coordenação suíça com os Palestinos, instalado em Jerusalém-Leste. Escritório que o governo israelense considera um « problema ».
O chanceler suíço não indicou que tipo de solução ele tem em mente. Inicialmente ele não havia manifestado pressa alguma em mudar o escritório para cidade palestina.
A Suíça é no entanto o único país que mantém em Jerusalém-Leste esse « bureau de ligação ». Um outro representa a União Européia, mas não há « representação » do gênero por parte de outros países membros no setor leste da cidade santa.
Segundo o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, com quem Joseph Deiss se encontrou na segunda-feira, o escritório em questão é “contrários aos Acordos de Oslo” (acordos de paz israelo-palestinos assinados na capital norueguesa em 1993). E pediu que ele fosse removido.
O ministro suíço das Relações Exteriores, Joseph Deiss, realçou que o Escritório não implicava tomada de posição sobre a questão de Jerusalém (proclamada capital por Israel, mas não reconhecida pela comunidade internacional). Mas está consciente de que todas as representações estrangeiras junto aos palestinos foram instaladas nas cidades de Ramallah ou Jericó.
Reagindo na terça-feira ao atentado do grupo Jihad Islâmico, em Jerusalém, o chanceler Deiss declarou: “Condenamos esses atos”. Mas disse que a “situação precária” nos Territórios explicam tais iniciativas.
O ministro suíço afirmou também ter insistido junto a seus interlocutores na realização de uma conferência internacional sobre o Oriente Médio. A intenção da ONU é que essa conferência trate da Quarta Convenção de Genebra relacionada com a proteção da população civil. Setenta países são a favor. Dez outros, incluindo Israel e Estados Unidos, são contra.
No encontro de Deiss com Ariel Sharon, o primeiro-ministro de Israel disse que seu país não construirá novas colônias judaicas nos territórios palestinos. Observadores destacam porém a inexistência de promessa do governo israelense de que não vá ampliar as existentes. .
sissinfo com agências
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