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Banco Nacional Suíço fecha 2020 com um lucro de CHF 21 bilhões

Fachada do Banco Nacional Suíço em Berna Keystone / Peter Klaunzer

O Banco Nacional Suíço (BNS) espera obter um lucro anual de CHF 21 bilhões (US$ 23 bilhões) para 2020. O aumento das cotações no mercado de ações impulsionou o valor de seus enormes investimentos em moeda estrangeira.

Este conteúdo foi publicado em 08. janeiro 2021 - 10:22
Keystone-SDA/sb

O BNS teve um lucro de CHF 13 bilhões com suas posições em moeda estrangeira e mais CHF 7 bilhões com as 1.040 toneladas de ouro que detém, de acordo com números preliminares anunciados em um comunicado.

O lucro do BNS foi menor que os CHF 48,9 bilhões que registrou em 2019, pois um dólar enfraquecido reduziu o nível de lucros quando traduzido em francos.

Entretanto, o lucro significa que o BNS pode distribuir CHF 4 bilhões ao governo e aos cantões suíços, o mesmo nível do ano passado, e ainda propôs um dividendo de CHF 15 por ação, o máximo legal.

A distribuição dos lucros é regulada por uma convenção elaborada entre o Ministério das Finanças e o BNS. Para o período 2016-2020, a convenção estabelece que pelo menos CHF 1 bilhão deve ser pago aos cantões e ao governo quando as reservas forem positivas.

Reduzindo o valor do franco

Obter lucro não faz parte do mandato do BNS, que visa a estabilidade de preços, ao mesmo tempo em que apoia a economia suíça em geral. 

Como parte deste objetivo, o banco central vem fazendo uma longa campanha para reduzir o valor do franco, que é procurado pelos investidores em tempos de incerteza geopolítica, mas cuja força pesa sobre uma economia nacional dependente de exportações. 

Os lucros aumentam drasticamente desde 2008, algo também explicado pelo aumento da atividade do BNS nos mercados monetário e internacional.

O valor das posições da Suíça em moeda estrangeira e ouro subiu durante a pandemia do coronavírus no ano passado, à medida que os investidores buscavam portos seguros como o ouro e as bolsas de valores foram impulsionados pelas baixas taxas de juros.

O banco central suíço foi forçado a entrar nos mercados de moedas no ano passado para impedir a valorização do franco por causa de investidores buscando a segurança da moeda helvética em meio a temores pandêmicos. Isso desencadeou uma resposta severa da administração Trump nos EUA: a Suíça foi acusada de manipular as taxas de câmbio. O BNS praticamente ignorou a atitude norte-americana.

Por meio de seu programa de intervenção, o BNS declara possuir cerca de CHF 770 bilhões em moeda estrangeira. Somente a carteira de capital estrangeiro do banco central, no valor de CHF 150 bilhões, faz dele o oitavo maior investidor individual em empresas do mundo.


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