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Flávio Bolsonaro é proibido de visitar o pai até depois das eleições

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O Supremo Tribunal Federal (STF) proibiu, nesta segunda-feira (13), as visitas do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à residência onde cumpre pena seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), até depois do primeiro turno das eleições, em outubro.

Privado de se expressar nas redes sociais inclusive através de terceiros, Jair Bolsonaro entregou a Flávio no sábado uma “Carta aos Brasileiros”, em apoio à sua campanha. O pré-candidato a leu durante uma transmissão no YouTube.

Ao divulgar a mensagem, o senador Flávio Bolsonaro violou a medida, que o STF impôs como parte do julgamento ao ex-presidente por tentativa de golpe de Estado em 2022, segundo decisão do ministro Alexandre de Moraes, à qual a AFP teve acesso.

A defesa do ex-presidente tem 48 horas para explicar a “possível desobediência”.

A decisão suspende as visitas de Flávio ao pai por um período de 90 dias, e inclui o primeiro turno das eleições presidenciais, que serão realizadas em 4 de outubro.

“Deixar o preso incomunicável sempre foi visto pelo Supremo Tribunal Federal como algo inconstitucional. No entanto, a decisão de hoje aproxima o presidente Jair Bolsonaro da incomunicabilidade”, disse em nota Tracy Reinaldet, advogado da pré-campanha de Flávio. Reinaldet antecipou que pretendem recorrer da decisão.

Por motivos de saúde, Jair Bolsonaro, de 71 anos, está em prisão domiciliar desde março cumprindo pena de 27 anos de prisão.

Proibir as visitas de Flávio Bolsonaro durante a campanha é “uma clara interferência no jogo político”, criticou o senador Rogério Marinho, líder da oposição no Senado.

O principal líder da direita e da extrema direita do país escreveu a carta à mão e a entregou a Flávio, seu primogênito, em uma de suas visitas. Nela, o ex-presidente pede aos apoiadores que se unam em torno da candidatura do filho, que enfrenta dificuldades.

A divulgação da mensagem “pode configurar propaganda eleitoral antecipada em um período vedado pela legislação”, afirmou Moraes, que pediu à justiça eleitoral a abertura de uma investigação a respeito.

Depois de um início promissor, a campanha de Flávio perdeu força após a revelação de sua proximidade com o banqueiro Daniel Vorcaro, preso por fraude.

E um confronto recente com sua madrasta, Michelle Bolsonaro, poderia lhe custar apoios no campo feminino conservador. 

No entanto, o senador se mantém como o candidato mais forte da direita para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputará um quarto mandato.

 

jss/ll/lb/mvv/am/ic

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