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Guerrilha do ELN mantém soldados colombianos sequestrados

Colombia's Defense Minister Luis Carlos Villegas speaks during a press conference in Bogota, Colombia, on August 20, 2015. AFP PHOTO / GUILLERMO LEGARIA afp_tickers

Dois soldados das Forças Armadas da Colômbia, desaparecidos depois do ataque do Exército de Libertação Nacional (ELN) contra uma seção eleitoral que deixou 12 militares mortos nesta segunda-feira no centro do país, foram sequestrados por esta guerrilha, informou o ministro da Defesa.

O ministro Luis Carlos Villegas fez esta declaração depois de um conselho de segurança extraordinário convocado pelo presidente Juan Manuel Santos para analisa a situação.

Na véspera, onze soldados e um policial morreram no ataque do ELN no departamento de Boyacá, no leste da Colômbia, quando o grupo protegia urnas das eleições regionais de domingo.

“Após uma eleição pacífica, a mais tranquila dos últimos tempos, o ELN assassinou hoje em Güicán, Boyacá, onze soldados do nosso Exército e um membro da polícia que promoviam o Plano Democracia”, assinalou Santos em uma mensagem pela TV.

“Se o ELN acredita que com estes atos vai conquistar espaço político ou se fortalecer para uma eventual negociação está totalmente equivocado. É exatamente o contrário. Ordenei ao ministro da Defesa e às Forças Armadas que redobrem seus esforços, que intensifiquem suas ações militares contra esta organização”.

Desde 2014, o governo dialoga preliminarmente com o ELN, segunda guerrilha ativa no país, visando instalar um processo de paz formal e paralelo ao que mantém com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Villegas informou que, além dos 12 mortos no ataque, três militares ficaram feridos, e outras seis pessoas estavam desaparecidas.

Além dos dois soldados sequestrados, um patrulheiro da polícia, dois delegados do sistema eleitoral e um guia indígena se encontram com destino desconhecido.

O ataque guerrilheiro, realizado com explosivos, segundo o Exército, ocorreu na reserva indígena de Bachira, no município de Güicán.

No domingo, a Colômbia elegeu governadores e deputados nos 32 departamentos do país, assim como prefeitos e vereadores dos 1.102 municípios e centenas de representantes das juntas locais, para quatro anos de mandato.

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