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Houthis do Iêmen reivindicam ataque a aeroporto de Riade e negam ter perdido território

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Os houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, reivindicaram os ataques ao aeroporto internacional de Riade, uma refinaria da Aramco e vários alvos no sul da Arábia Saudita, e negaram ter perdido território para as forças do governo reconhecido pela comunidade internacional. 

Após declarar uma ofensiva em larga escala, as forças governamentais afirmaram na segunda-feira ter expulsado os houthis da área de Bab el-Mandeb, uma rota de navegação crucial no Mar Vermelho, além da cidade portuária de Moca, que havia sido tomada no mês passado. 

O porta-voz militar houthi Yahya Saree afirmou no Telegram que o grupo continuava controlando todo o território tomado recentemente, incluindo zonas estratégicas ao longo da costa do Mar Vermelho. Os combatentes “mantêm controle total sobre todos os seus avanços em campo”, disse. 

Os houthis também anunciaram a morte de seis membros de uma mesma família em um bombardeio saudita no noroeste. 

Fontes militares de ambos os lados não informaram mudanças importantes nas linhas de frente. 

A AFP não pôde, por enquanto, confirmar a situação no terreno, por se tratar de zonas de difícil acesso para os jornalistas.

– Céu saudita sob ameaça –

Em território da Arábia Saudita, os houthis dizem ter tido como alvo o aeroporto internacional de Riade, utilizando drones, mísseis balísticos e de cruzeiro. 

Nesta terça-feira, uma nova explosão foi ouvida no norte da capital, informaram moradores à AFP. 

A Autoridade Geral de Aviação Civil não fez comentários sobre Riade, onde o aeroporto enfrenta fechamentos temporários de seu espaço aéreo quase diariamente, segundo dados do site Flightradar24. 

No entanto, informou ataques contra outros aeroportos no sul do reino, mencionando três feridos leves e danos materiais. 

Os houthis advertiram as companhias aéreas de que o espaço aéreo da Arábia Saudita não estava “seguro”. 

Eles também atacaram uma refinaria da Aramco no Mar Vermelho, enquanto a Arábia Saudita, maior exportador mundial de petróleo bruto, já se encontra sob pressão.

A Arábia Saudita, principal apoiadora do governo do Iêmen desde 2015, tem fornecido apoio aéreo a uma contraofensiva lançada pelas forças governamentais para tentar recuperar a totalidade do território.

– Várias “vitórias” –

No Iêmen, o país mais pobre da Península Arábica, mergulhado em uma grave crise humanitária, as hostilidades se intensificaram nas últimas horas, causando mais de 270 mortos em ambos os lados, segundo várias fontes consultadas pela AFP.

As forças governamentais afirmaram ter realizado mais de 1.000 ataques e ter lançado uma ofensiva contra a capital, Saná, controlada pelos houthis desde 2015.

Também afirmaram, na noite de segunda-feira, que alcançaram “vitórias em várias frentes”, mas fontes militares evitaram confirmar a tomada de Moca e limitaram-se a dizer que haviam cortado a única rota de abastecimento para a região. 

De acordo com estas forças, expulsaram os houthis de várias áreas em Taiz, no sudoeste, onde os combates se intensificaram nos últimos dias. 

A guerra civil no Iêmen voltou a se agravar em julho, após anos de relativa calma. Abriu assim uma nova frente na guerra no Oriente Médio desencadeada por ataques americanos e israelenses contra o Irã em fevereiro. 

No mês passado, os houthis assumiram o controle de toda a costa oeste do Iêmen ao longo do Mar Vermelho, nos combates mais mortais que o país viveu em anos. 

Desde então, eles atacam regularmente instalações petrolíferas e militares na Arábia Saudita e declararam um bloqueio marítimo a seus navios. 

Paquistão e Turquia comprometeram-se a enviar tropas para a Arábia Saudita em virtude de um pacto de defesa mútua, após semanas de ataques dos houthis. 

O conflito no Iêmen provocou uma crise humanitária. Desde que os combates recomeçaram, mais de 184.000 pessoas foram deslocadas de seus lares, segundo as Nações Unidas. 

bur-axn/ser/pb/erl/jc/aa

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