Hungria e Eslováquia batem recordes de temperatura
A Hungria e sua vizinha, Eslováquia, bateram recordes de temperatura nesta terça-feira (30), em meio a uma onda de calor que castiga o centro e o leste da Europa.
A onda de calor atual é a mais severa já registrada no Velho Continente e seria “praticamente impossível” em junho se não fosse pelas mudanças climáticas, segundo o grupo de cientistas World Weather Attribution.
A Eslováquia registrou um pico de temperatura inédito de 41,3ºC, informaram os serviços meteorológicos, dando conta de um novo recorde frente aos 41ºC registrados na véspera.
Os termômetros marcaram 41,3ºC em Kamenica nad Hronom, no sul do país.
Do outro lado da fronteira, os termômetros registraram 42°C na cidade húngara de Szécsény, informou o HungaroMet em um vídeo publicado no Facebook.
“Os dados preliminares indicam que foram superados tanto o recorde nacional de temperatura máxima quanto o da capital”, afirmou no vídeo a meteorologista Anna Kuntar-Molnar.
A temperatura em Budapeste chegou a 41°C, superando o recorde de 40,7°C, registrado na capital húngara em 2007, destacou, acrescentando que “o ar ainda poderia esquentar mais”.
O primeiro-ministro húngaro, Peter Magyar, tem pedido reiteradamente que a população modere o consumo de água e evite qualquer uso não essencial.
Mais de 120 localidades em toda a Hungria impuseram restrições ao uso de água, pois a onda de calor aumentou drasticamente a demanda.
Magyar também decretou trabalho remoto no setor público na segunda e nesta terça-feira, na medida do possível, e pediu que o setor privado adote a mesma iniciativa ou que reduza as jornadas.
A onda de calor bateu recordes e causou centenas de mortes na Europa ocidental na semana passada. Agora, também provoca novas temperaturas máximas no leste do continente.
Nos Bálcãs, a cidade costeira de Split registrou, nesta terça, um recorde de 39,5°C, confirmou o serviço meteorológico do país à AFP, e na segunda-feira, Belgrado, capital da Sérvia, viveu o dia mais quente para um mês de junho desde que há registros, com 38,9°C.
O fenômeno também provocou efeitos no noroeste do Mediterrâneo, onde foi registrada uma onda de calor marítima que alcançou uma intensidade recorde, informou à AFP Justino Martínez, pesquisa do Instituto de Ciências do Mar (CSIC) e do Icatmar.
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