Israel prepara ‘operação antiterrorista’ na Cisjordânia após violência mortal
O Exército de Israel afirmou, nesta sexta-feira (24), que está preparando uma ampla operação na Cisjordânia ocupada após um episódio de violência que terminou com a morte de um israelense e quatro palestinos.
“Após o ataque terrorista ocorrido hoje mais cedo na área de Tel, soldados das FDI (Forças de Defesa de Israel) estão se preparando para uma ampla atividade operacional antiterrorista no setor”, informou o Exército.
O Exército israelense acrescentou que enviou as tropas após receber relatos de um ataque contra civis israelenses que, segundo afirmou, faziam uma excursão perto do assentamento de Havat Gilad.
Pouco antes, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que seu governo vai acelerar “a legalização dos assentamentos agrícolas e o estabelecimento de novos” na Cisjordânia ocupada.
As medidas anunciadas pelo líder e pelo ministro da Defesa, Israel Katz, também incluem operações em vilarejos palestinos suspeitos de abrigar combatentes.
A violência na Cisjordânia, território palestino ocupado por Israel desde 1967, aumentou significativamente desde o início da guerra em Gaza, em outubro de 2023.
Mais de 500.000 israelenses vivem em colônias na Cisjordânia, junto a cerca de três milhões de palestinos.
Todos os assentamentos israelenses na Cisjordânia são considerados ilegais segundo o direito internacional.
– Versões diferentes –
Segundo a versão militar, os agressores se apoderaram da arma de um membro das forças de segurança no local e, depois, abriram fogo contra os israelenses.
Serviços de emergência de Israel informaram que um homem de cerca de 30 anos foi declarado morto perto do assentamento.
O Exército declarou mais tarde que um segundo israelense, o comandante Yuval Ezra, de 27 anos, “faleceu durante uma operação na área da localidade de Tel”.
O Exército também anunciou ter neutralizado o autor do ataque e recuperado a arma roubada. Também indicou que as operações continuavam para localizar possíveis cúmplices.
Um jornalista da AFP constatou que todos os postos de controle e estradas monitoradas foram fechados no norte da Cisjordânia e que reforços militares foram enviados para a área.
O Ministério da Saúde palestino informou que quatro palestinos morreram na localidade de Tel, vizinha ao assentamento, e que outras quatro pessoas ficaram feridas, três em estado grave.
O presidente do conselho local de Tel, Walid Zidan, rejeitou a versão israelense e declarou à AFP que cerca de vinte colonos haviam entrado na localidade palestina antes de os confrontos eclodirem. Segundo seu relato, soldados israelenses juntaram-se aos colonos e dispararam contra palestinos.
A AFP não pôde verificar de forma independente essas afirmações.
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