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Momentos-chave na guerra dos Estados Unidos contra o Irã

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O presidente Donald Trump disse que os ataques americanos contra o Irã eram “a última oportunidade” para evitar que esse país se dotasse de armas nucleares, no terceiro dia de devastação da guerra e em meio a novas trocas de agressões entre Israel e o grupo islamista Hezbollah no Líbano.

Enquanto isso, o Pentágono e seu aliado lançaram ataques contra centros de comando e controle iranianos, arrasando instalações de armazenamento e lançamento de mísseis e afundando navios da marinha.

A seguir, a AFP examina os últimos desdobramentos da guerra no Oriente Médio.

– Irã incendiará “qualquer navio” em Ormuz –

Um general da Guarda Revolucionária do Irã ameaçou nesta segunda-feira (2) “incendiar qualquer navio” que tente passar pelo estreito de Ormuz, passagem-chave para o transporte de petróleo e gás.

“Também atacaremos os oleodutos e não permitiremos que saia nem uma única gota de petróleo da região. O preço do petróleo alcançará 200 dólares nos próximos dias”, disse o general Sardar Jabbari em uma publicação no canal do Telegram da Guarda iraniana.

– Israel iria atacar –

Os Estados Unidos atacaram o Irã “de maneira preventiva” após saberem que Israel iria lançar um ataque, o que teria significado represálias contra as forças americanas, disse o secretário de Estado, Marco Rubio.

“Sabíamos que, se não fôssemos atrás deles de forma preventiva antes que lançassem esses ataques, sofreríamos um número maior de baixas”, declarou Rubio aos jornalistas.

– Danificado um patrimônio mundial da humanidade –

O palácio de Golestan, em Teerã, patrimônio mundial da humanidade da Unesco, foi danificado pelos bombardeios, afirmaram nesta segunda-feira meios de comunicação iranianos.

“Após o ataque conjunto israelense-americano (…) no sul de Teerã na noite de domingo, o palácio de Golestan (…) ficou parcialmente danificado”, indicou a agência de notícias Isna.

– Mais de 1.250 alvos atingidos –

Os Estados Unidos afirmam que nas primeiras 48 horas da guerra contra o Irã atingiram mais de 1.250 alvos.

Incluem centros de comando e controle, bases de mísseis balísticos, navios da marinha iraniana e locais de mísseis antinavio, segundo uma ficha informativa publicada pelo Comando Central (Centcom), responsável pelas operações militares dos Estados Unidos no Oriente Médio.

– Catar derruba dois aviões iranianos –

Dois bombardeiros provenientes do Irã foram abatidos pelo Catar, anunciou o Ministério da Defesa em comunicado, quando a república islâmica ampliou seus alvos nos Emirados Árabes Unidos e na Arábia Saudita para infraestruturas de petróleo e gás.

“A Força Aérea do Catar derrubou com sucesso dois aviões SU-24 provenientes da República Islâmica do Irã”, disse o ministério em comunicado. Também interceptou sete mísseis balísticos e cinco drones.

– Trump adverte sobre uma guerra longa –

Trump disse que os ataques de seu país ao Irã podem durar mais do que o previsto, enquanto seu governo tenta rebater as críticas sobre quais são os objetivos dessa guerra.

Em suas primeiras declarações sobre o tema desde o início da guerra, o presidente apontou quatro objetivos-chave.

“Primeiro, estamos destruindo as capacidades de mísseis balísticos do Irã”, declarou o mandatário.

“Segundo, estamos aniquilando sua Marinha”, acrescentou.

“Terceiro, estamos garantindo que o principal patrocinador mundial do terrorismo nunca possa ter uma arma nuclear”, continuou.

“Por último, estamos assegurando que o regime iraniano não possa continuar armando, financiando e dirigindo exércitos terroristas fora de suas fronteiras”, concluiu.

– Confrontos entre Israel e Hezbollah –

O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu nesta segunda-feira moderação diante de novos confrontos entre Israel e o movimento pró-iraniano Hezbollah no Líbano.

“Estamos muito preocupados com a troca de disparos através da Linha Azul. A situação no terreno está evoluindo rapidamente”, disse o porta-voz de Guterres, Stephane Dujarric.

– Forças terrestres –

Os Estados Unidos vêm acumulando forças no Oriente Médio “para reforçar a dissuasão e oferecer ao presidente opções críveis caso seja necessário agir”, explicou nesta segunda-feira o chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, general Dan Caine.

“Não me acovardo quanto a tropas em terra, como todos aqueles presidentes que dizem: ‘Não haverá tropas em terra’. Eu não digo isso”, declarou Trump ao New York Post.

– Ataque a instalações nucleares –

O Irã disse no domingo que suas instalações nucleares em Natanz foram atacadas novamente, após o bombardeio sofrido em junho.

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) afirmou na segunda-feira que “não há indícios” de que as instalações nucleares iranianas tenham sido atingidas.

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