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Mulheres são alvo de onda de prisões por suas vestimentas em Herat, no Afeganistão

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Vários moradores da cidade afegã de Herat disseram à AFP que presenciaram a polícia da moral do governo talibã detendo diversas mulheres como parte de uma repressão a suas roupas, o que atraiu críticas da ONU. 

A Missão de Assistência das Nações Unidas no Afeganistão (Unama) expressou no domingo (7) sua “preocupação com as múltiplas detenções e prisões de mulheres em Herat, Afeganistão, por supostas violações dos códigos de vestimenta”. 

As autoridades talibãs governam com base em uma interpretação rigorosa da lei islâmica e têm endurecido gradualmente as restrições às mulheres desde que retornaram ao poder, em agosto de 2021. 

Em todo o país, as mulheres são obrigadas a estar totalmente cobertas ao saírem de casa. Muitas usam um vestido longo e folgado (abaya) juntamente com um véu islâmico e um lenço na cabeça. 

Em Herat, no oeste do Afeganistão, alguns moradores testemunharam a detenção de várias mulheres no sábado por não usarem o chador ou a burca, que cobrem todo o corpo. Eles falaram à AFP sob condição de anonimato por motivos de segurança.

“Vi dois funcionários do ministério, um deles portando um chicote, forçando duas mulheres que não usavam chador a entrar em um veículo”, disse uma mulher de 23 anos, referindo-se a funcionários do Ministério da Propagação da Virtude e da Prevenção do Vício (PVPV). 

Segundo ela, as mulheres estavam totalmente cobertas, inclusive com o véu islâmico. 

Outra mulher relatou ter visto funcionários do ministério parando veículos e revistando as roupas dos passageiros, além de prender várias mulheres e colocá-las em vans. 

“A maioria das presas eram mulheres que não usavam chador”, afirmou essa jovem de 27 anos.

Em contato com a AFP, o ministério respondeu que “não há nada de incomum em Herat”. O código de vestimenta “é um mandamento divino e uma lei vigente, e temos a obrigação de cumpri-lo”, declarou.

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