Integração estrangeira é capenga
Os novos imigrantes na Suíça - país com 20 por cento de estrangeiros - estão mal integrados. O governo pode remediar a situação mas faz corpo mole e partidos políticos cobram.
Na Suíça, um de cada cinco habitantes é estrangeiro. A maioria está bem integrada. Mas nos últimos anos com a afluência de imigrantes dos Bálcãs, Ásia e África, ou seja de países de culturas muito diferentes da européia, repreesentantes de 2 partidos politicos, socialista e democrata cristão, estimam que as autoridades precisam investir muito mais para integrar esses novos habitantes.
(Note-se que a imigração tradicional era procedente principalmente da Itália, Espanha e Portugal, ou seja pessoas de culturas que se adaptam mais facilmente ao estilo de vida suíço).
O governo suíço recebeu em outubro mais poderes do parlamento para agir nessa área, mas seguando representantes dos partidos socialista e democrata cristão tem feito corpo mole. Uma comissão federal pede quase 10 milhões de dólares para realizar projetos regionais no setor. O presidente da Comissão, Fulvio Caccia, considerava de particular importância que a integração dos estrangeiros fosse tarefa do Ministério do Interior. Na quarta-feira o governo suíço confiou esse trabalho à Polícia Federal. Como protesto, Caccia e vários outros membros da comissão se demitiram.
E a deputada socialista, Regine Aeppli, havia destacado que a Suíça não pode viver sem força de trabalho estrangeira. “Eles (os estrangeiros) pagam seguridade social, pagam impostos e é de nosso interesse que esteja bem integrados”.
Sem financiamento federal projetos regionais no setor podem ir água abaixo. Vale realçar também que cidades como Berna, Basiléia e Zurique têm projetos concretos nesse sentido, mas precisam de dinheiro para implementá-los. (gb)
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