Sindicato sueco encerra greve na Tesla após quase três anos
Um sindicato sueco anunciou, nesta quinta-feira (13), que vai pôr fim a quase três anos de conflito com a Tesla, que se recusa a assinar um acordo coletivo, e afirmou que a fabricante americana incentivou os grevistas a deixar a empresa com compensações financeiras.
A greve foi iniciada pelo sindicato IF Metall em 27 de outubro de 2023, quando os mecânicos de dez oficinas de reparo pararam de trabalhar em protesto contra a recusa da Tesla em assinar um acordo coletivo.
“A Tesla é tão contra os acordos coletivos que prefere pagar para que os funcionários sindicalizados saiam, em vez de lhes oferecer boas condições de trabalho”, comentou Simon Petersson, responsável pelas negociações no IF Metall, citado em um comunicado.
Segundo o sindicato, a longa greve terminará em 19 de agosto porque a gigante americana indenizou cerca de 80 trabalhadores para que deixassem a empresa, o que esvaziou o movimento social.
Negociados por setor, os acordos coletivos firmados por sindicatos e empregadores constituem a base do modelo nórdico de mercado de trabalho. Eles cobrem cerca de 90% dos trabalhadores da Suécia e garantem salários e condições de trabalho.
A resposta da empresa de Elon Musk nesse conflito “não tem precedentes no mercado de trabalho sueco, assim como não tem precedentes seu recurso sistemático a fura-greves”, acrescentou Petersson.
A Tesla “utilizou métodos proibidos na Suécia desde a década de 1930”, pontuou.
O conflito se estendeu a quase dez sindicatos, preocupados em proteger o modelo social sueco, e foram organizadas greves em solidariedade no serviço postal, entre estivadores e também em outros países nórdicos.
Em todo o mundo, surgiram reivindicações para que os trabalhadores da Tesla possam se sindicalizar, mas Elon Musk rejeita essa possibilidade.
A filial sueca da Tesla sustenta que seus funcionários se beneficiam de “acordos equivalentes ou melhores” do que os previstos nos coletivos.
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