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Starmer afirma que seu governo está ‘forte e unido’ apesar do escândalo Epstein

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O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, após descartar a possibilidade de renunciar devido ao escândalo Epstein, procurou dissipar as dúvidas sobre seu futuro nesta terça-feira (10) com uma reunião de seu gabinete, que declarou “forte e unido”.

O premiê trabalhista está sob pressão por ter nomeado Peter Mandelson como embaixador nos Estados Unidos apesar de conhecer seus vínculos com o criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein, um caso que já provocou a saída de dois de seus assessores.

“O primeiro-ministro agradeceu ao gabinete político pelo apoio. Ele afirmou que estão fortes e unidos”, segundo um resumo da reunião ministerial regular desta terça-feira, divulgado por Downing Street. 

Starmer assegurou aos ministros que seu governo “continuará focado incansavelmente nas prioridades do povo britânico, incluindo o combate ao custo de vida”, acrescentou o comunicado. 

A posição de Starmer pareceu abalada na segunda-feira, quando o líder do Partido Trabalhista escocês, Anas Sarwar, exigiu sua renúncia por ter nomeado Mandelson como embaixador nos Estados Unidos em dezembro de 2024.

A controvérsia em torno das últimas revelações sobre os vínculos entre Epstein e Mandelson, que foi destituído do cargo de embaixador em Washington em setembro de 2025, representa a pior crise do governo desde que Starmer assumiu o poder, em julho de 2024.

Na tarde desta terça-feira, durante uma visita pública a Hertfordshire, no sudeste da Inglaterra, para tratar do tema do custo de vida, Starmer criticou aqueles que sugerem que o Partido Trabalhista deveria considerar um debate interno após as discordâncias dos últimos dias. 

“A essas pessoas, digo: nunca me afastarei do mandato que me foi dado para mudar este país”, afirmou Starmer.

– Renúncia de assessores –

A crise levou à recente saída de dois assessores próximos a Starmer.

O diretor de comunicação, Tim Allan, demitiu-se na segunda-feira, menos de 24 horas depois de o chefe de gabinete de Starmer, Morgan McSweeney, também ter deixado o cargo.

Outras renúncias ainda podem acontecer, incluindo a do secretário do gabinete, o funcionário da administração pública de mais alto escalão, segundo a imprensa britânica.

No entanto, vários pesos-pesados do governo se uniram em apoio a Starmer, incluindo sua ex-vice-primeira-ministra, Angela Rayner, e o ministro da Saúde, Wes Streeting, ambos mencionados como possíveis sucessores do premiê.

Os pedidos de renúncia de Starmer dentro do Partido Trabalhista diminuíram nesta terça-feira, com outras figuras influentes do partido, como a primeira-ministra galesa, Eluned Morgan, manifestando seu apoio. 

O prefeito da Grande Manchester, Andy Burnham, um potencial rival de Starmer, também expressou seu apoio e pediu “estabilidade” entre os trabalhistas.

Em um gesto conciliador, Starmer reiterou sua confiança em Anas Sarwar, líder do Partido Trabalhista escocês, nesta terça-feira. 

A iminente divulgação de documentos detalhando a nomeação e a demissão de Mandelson pode reacender questionamentos sobre o discernimento de Starmer e o que ele sabia sobre os laços de Mandelson com Epstein antes de nomeá-lo.

bur-psr/mb/aa/ic

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