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Incêndio que matou 40 pessoas na Suíça revela falhas graves na fiscalização municipal

Os promotores estão a determinar o que correu mal no bar Constellation.
O que restou do bar Constellation, em Crans-Montana, após o incêndio que matou 40 pessoas e levou à abertura de uma investigação criminal por falhas na fiscalização. Keystone / Jean-Christophe Bott

O indiciamento de quatro pessoas no caso do incêndio do bar Constellation, em Crans-Montana, reacendeu o debate sobre a responsabilidade das autoridades locais, já que o local não era inspecionado desde 2019, apesar da obrigação legal de controles anuais.

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Quatro pessoas foram indiciadas na investigação conduzida pelo Ministério Público do Valais. Jacques e Jessica Moretti, gerentes do bar Constellation, que sofreu um incêndio devastador na véspera de Ano Novo, causando 40 mortes, já compareceram perante os promotores.

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Esta semana, o ex-inspetor de segurança do município de Crans-Montana foi incluído na investigação. Em 2018 e 2019, ele visitou as instalações do bar Constellation e redigiu relatórios de inspeção sobre as instalações de proteção contra incêndio existentes.

O canal público suíço RTS soube que o atual chefe do serviço de segurança pública do município também foi intimado como réu para a próxima semana. Não se sabe quais são as acusações que ele enfrenta. Mas ficou estabelecido que nenhuma inspeção do Constellation foi realizada desde 2019, embora, em princípio, devesse haver uma por ano.

É possível que os promotores queiram entender as razões para isso e aprofundar as investigações de 2018 e 2019, que não encontraram nada de errado com a espuma acústica instalada no bar.

A RTS também soube que o município de Crans-Montana não participará do processo, apesar de ter inicialmente manifestado a intenção de ser parte na ação.

O objetivo era ter acesso ao processo e poder reclamar uma indenização por eventuais danos sofridos. Após essa solicitação ter sido recusada pelo Ministério Público, o município pediu então para ser uma parte “simples” no processo.

Essa condição lhe daria acesso ao processo, mas retiraria o direito de reclamar uma indenização.

Em uma decisão datada de 27 de janeiro, o Ministério Público também rejeitou esse pedido. O município tem agora dez dias para recorrer.

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Crans-Montana

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Política suíça

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Este conteúdo foi publicado em O incêndio mortal em Crans-Montana expôs falhas graves num país visto como sinônimo de precisão. Tragédia evitável, críticas internacionais e um sistema sob pressão: a Suíça diante de um teste histórico.

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Adaptação: Fernando Hirschy

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