Bórodin hospitalizado exige libertação
O ex-intendente do Kremlin, Pavel Bórodin, extraditado dos Estados Unidos e preso há dez dias em Genebra, sentiu dores no peito e foi internado. Indiciado por corrupção e envolvimento em organização criminosa, ele contesta as acusações. Seus advogados pedem sua libertação mas o Procurador da República pede prolongação da prisão preventiva. Decisão será quinta-feira.
Pavel Bórodin chegou a Genebra procedente de Nova York, onde estava preso desde meados de janeiro, por ordem da justiça suíça. Em prisão preventiva na penitenciária de Champ-Dollon, segunda-feira à tarde ele sentiu dores no peito. Atendido pelo serviço médico da prisão, ele foi posteriormente transferido para hospital de Genebra.
Juiz de Genebra (Daniel Devaud) reuniu no período de 2 anos vários indícios – em 17 classificadores e 6 mil páginas – de que o ex-intendente do presidente Bóris Ieltsin teria recebido 30 milhões de dólares em suborno de duas empresas suíças (Mabetex e Mercata) contratadas para renovar o Kremlin. Bórodin estaria também envolvido em lavagem de dinheiro. São acusações que ele diz “contestar energicamente”.
Mesmo com um dossiê sólido, a justiça suíça age com precaução. Receia cair no mesmo erro que cometeu com outro russo, Serguei Mikhailov, acusado de lavagem de dinheiro. Preso durante 2 anos, a justiça não conseguiu provar a culpabilidade de Mikhailov. Ao ser solto, recebeu indenização de 800 mil francos suíços – cerca de US$ 470.00 .
A justiça suíça enfrenta também uma falta de cooperação de seus colegas russos que arquivaram processo contra o ex-intendente do Kremlin.
Nesse processo contra Pavel Bórodin enfrenta sério desafio.
swissinfo
Pavel Bórodin teria recebido suborno de 25 milhões de dólares.
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