Campanha contra Aids nos bordéis
No dia mundial de combate ao virus HIV, a UNAIDS pede que os homens mudem seu comportamento sexuual como principais propagadores da Aids. 36 milhões de pessoas estão contaminadas e 22 milhões já morreram, no mundo inteiro. Na Suíça foram 5 mil vítimas.
A Ajuda Suíça contra a Aids (ASS) lembra que há mais de 2 milhões de relações extraconjugais por dia no país. Daí a campanha deste ano, denominada “Don Juan” , ser destinada aos homens, como fator determinante na propagação do virus, incitando-os ao uso da camisinha para uma prática sexual responsável.
Boa parte da campanha é concentrada nos locais de prostituição mas os especialistas também notam que a população jovem tende a ser menos atenta ao uso do preservativo, devido às informações sobre a ralativa “eficácia” do tratamento dos soropositivos, devido às chamadas triterapias.
Todas as campanhas insistem, portanto, que a única forma segura de evitar a AIDS é o uso da camisinha.
Na Suíça, desde 1984, quase 25 mil pessoas foram contaminadas pelo virus HIV, que já fez 25 mil vítimas. Este ano, até o final de outubro, houve 206 novas infecções e 27 pessoas haviam morrido, segundo a Divisão Federal de Saúde Pública, em Berna.
“Mudar o comportamento dos homens pode ter um impacto importante na prevenção”, afirmou Nina Ferencic, espcialista da UNAIDS, em Genebra. Ela afirma que a América Latina (com 2 milhões de portadores do virus) “ainda está em condições de evitar uma catástrofe semelhante à da África”.
A UNAIDS cita os “bons resultados” da política de distribuição de medicamentos a todos as pessoas infectadas pelo virus da AIDS. Confirma o efeito estabilizador das novas terapias nos países ricos, mas lamenta que estejam sendo reduzidos os esforços de prevenção. E lembra que, só neste ano, houve 30 mil novas contaminações na Europa ocidental e 45 mil nos Estados Unidos.
Jaime Ortega.
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