Integração de estrangeiros deve melhorar
Pela primeira vez, a Suíça vai subvencionar e promover a integração de estrangeiros residentes no país. A decisão foi anunciada pela ministra da Justiça, Ruth Metzler. Ao mesmo tempo, patrões e sindicatos pedem medidas para facilitar a naturalização.
“A integração ou a coabitação deve substituir a exclusão”, afirmou a ministra da Justiça, Ruth Metzler, ao anunciar um orçamento de 10 milhões de francos para o primeiro programa do gênero promovido pelo governo na Suíça.
A prioridade será dada ao ensino de uma das quatro línguas nacionais, a promover uma melhor integração social e a reforçar os serviços de ajuda aos estrangeiros. Especialistas e autoridades regionais como Thomas Kessler, de Basiléia, saudam a iniciativa mas ressalvam que a Suíça tem “pelo menos 10 anos de atraso” nessa matéria.
Ao mesmo tempo, a União Patronal Suíça (UPS) e a União Sindical Suíça (USS) lançaram um apelo comum pedindo que o governo tome medidas para facilitar o processo de naturalização de estrangeiros, principalmente de emigrantes da segunda geração.
A Suíça tem uma das legislações mais restritivas da naturalização, daí a alta taxa de população estrangeira no país (quase 20 p/cento). O procedimento atual é estadual e municipal e varia muito de uma região para outra, além de custar muito caro.
A UPS e a USS pedem que a Suíça adote regras similares às dos países da União Européia. Para os sindicatos, a questão é política e humanitária. Para os empresários é um problema de mão de obra.
UPS e USS julgam possível melhorar o procedimento atual sem alterar a Constituição. Sugerem, entre outras medidas, a criação de uma instância de recurso, quando são negados os pedidos de naturalização, e a harmonização de taxas cobradas para obter a nacionalidade suíça.
swissinfo com agências.
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