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Justiça suíça convoca alto funcionário russo

Está chegando a hora da verdade para Pavel Borondine, ex-intendente do Kremlin na presidência de Boris Yeltsin. Indiciado pela Justiça de Genebra por lavagem de dinheiro, ele foi libertado em abril depois que o governo russo pagou 5 milhões de francos de fiança. É pouco provável que ele responda à convocação da Justiça.

A intimação para que Borondine compareça este mês diante da Justiça de Genebra foi confirmada pelo Procurador Geral, Bernard Bertossa. A data exata não foi revelada mas ele deverá ser interrogado pelo juiz Daniel Devaud, encarregado do caso.

Borodine está indiciado por lavagem de dinheiro. Ele teria recebido 30 milhões de dólares de propinas de duas construtoras do Ticino, sul da Suíça, em comissões para obter contratos de reforma e restauração no Kremlin, quando era intendente durante o governo do então presidente Boris Yeltsin.

O caso está sendo investigado há anos e Borodine, atual Secretário da União Rússia-Bielorrúsia, foi preso em Nova York em janeiro, sob mandado de prisão do juiz Devaud. Passou três meses preso nos Estados Unidos antes de ser extraditado para a Suíça.

O Procurador geral de Genebra, Bernard Bertossa, havia solicitado três meses de prisão preventiva para Borodine, mas ele foi libertado pelo Tibunal mediante fiança de 5 milhões de francos (quase US 3 milhões), paga pelo governo russo.

Nos dias que precederam sua libertação, Borodine foi internado em Genebra com problemas de coração. Na semana passada, em Moscou, ele declarou à um canal de televisão que compareceria para responder à Justiça suíça, se fosse convocado.

Nesta quinta-feira (03.05), seus advogados revelaram ao correspondente da Rádio Suíça, em Moscou, que Borodine continua internado em Moscou, sem precisar o hospital em que ele se encontra. Disseram também que Borondine responderia à intimação da Justiça de Genebra, se sua saúde o permitisse.

A Justiça russa já arquivou processo conta Borodine, por falta de provas. Se ele não comparecer diante do juiz Devaud, este mês, em Genebra, estará perdida a fiança de 3 milhões de dólares.

swissinfo com agências

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