Seleção aposta em técnico suíço
A Associação suíça de futebol já encontrou o sucessor do argentino Enzo Trossero, que deixou o cargo sexta-feira. Depois de um alemão, um inglês, um português, um francês e um argentino, o novo técnico é bem suíço: Jakob Kuhn, 57 anos, era treinador do sub 21.
Depois de 5 estrangeiros sucessivos, a Associação Suíça de Futebol pretende ter um técnico que possa passar mais tempo na seleção. Não é tarefa fácil mas Jakob Kuhn, mais conhecido como “Köbi”, tem chance de ficar.
Primeiro, ele é muito conhecido e nunca deixou o futebol. Jogou 17 anos no FC Zurique, foi 6 vezes campeão nacional e ganhou 5 copas suíças. Terminada a carreira de jogador, começou a treinar as equipes juvenís e era atualmente o técnico da seleção nacional dos sub 21. Conhece portanto todos os jogadores da seleção suíça.
Segundo, além dos jogadores, conhece também a imprensa esportiva, sobretudo na suíça alemã, o que é importante na seleção nacional suíça. Todos os técnicos da seleção caem quando começam a ser virulentas as críticas da imprensa esportiva de Zurique.
Em bom suíço, “Köbi” já está tratando de ser consensual. Anunciou, de cara, que seu adjunto será um técnico da Suíça de língua francesa, que ele ainda não nomeou. Agora só falta contratar um preparador físico ou ou treinador de goleiros da Suíça italiana e estará feita a “união nacional”.
Outro fator para a estabilidade do novo técnico é que a seleção está quase perdida para o próxima Copa e ninguém poderá culpá-lo por isso. Ainda tem chance matemática de se classificar no grupo 1 mas ninguém mais acredita, depois da derrota de 1 a 0, em casa, para a Eslovênia. Foi essa a razão para a saída precipitada do argentino Enzo Trossero.
Com a nomeação de “Köbi”, a Associação Suíça de Futebol (ASF) encerra um ciclo de 5 técnicos estrangeiros iniciado com o alemão Uli Stielike, o inglês Roy Hogdson, o português Arthur Jorge, o francês Gilbert Gress e o argentino Trossero.
Todos cairam com as críticas da imprensa, com exceção de Hogson, que levou a equipe ao Mundial dos Estados Unidos, em 1994, e preferiu sair em época de glória.
Claudinê Gonçalves
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