Últimos acontecimentos da guerra no Oriente Médio
Estes são os últimos acontecimentos da guerra no Oriente Médio:
— Ministro das Relações Exteriores do Irã em Islamabad —
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, chegou a Islamabad na noite desta sexta-feira (24) antes das conversas entre Irã e Estados Unidos destinadas a pôr fim à guerra no Oriente Médio, segundo anunciou a chancelaria paquistanesa, sem mencionar explicitamente a retomada das negociações diretas com os enviados americanos.
“Posso confirmar que o enviado especial Witkoff e Jared Kushner partirão novamente rumo ao Paquistão amanhã de manhã para iniciar conversas… com representantes da delegação iraniana”, declarou a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt.
A porta-voz acrescentou que o vice-presidente JD Vance, que liderou a comitiva negociadora na primeira rodada de conversas com os iranianos, não viajará ao Paquistão por enquanto.
– Netanyahu acusa Hezbollah de tentar “sabotar” cessar-fogo –
“Iniciamos um processo para alcançar uma paz histórica entre Israel e Líbano e nos parece evidente que o Hezbollah tenta sabotá-lo”, afirmou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, horas depois de ter sido anunciado o prolongamento do cessar-fogo entre ambos os países.
– Israel afirma ter matado seis combatentes do Hezbollah –
O exército israelense afirmou que seus soldados mataram seis combatentes do Hezbollah nesta sexta-feira em uma localidade no sul do Líbano, durante um ataque a tiros.
Segundo o exército, os soldados identificaram seis membros do grupo pró-iraniano na localidade de Bint Jbeil, área onde ocorreram combates intensos antes do cessar-fogo que entrou em vigor em 17 de abril.
– EUA prorroga isenção marítima para garantir fornecimento de energia –
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que prorrogou por 90 dias uma isenção no setor marítimo para garantir o transporte de petróleo e fertilizantes para os Estados Unidos.
A medida adia até meados de agosto a permissão para que navios de bandeira estrangeira possam transportar carga entre portos americanos.
– Emirados dizem que restabelecer confiança com Irã levará “uma eternidade” –
Anwar Gargash, assessor do presidente dos Emirados Árabes Unidos, afirmou nesta sexta-feira que restaurar a confiança com o Irã levará “uma eternidade”.
“Não se pode ser atacado com 2.800 mísseis e drones e depois falar em confiança. Isso levará uma eternidade”, declarou ele por videoconferência em um fórum na França.
– Hezbollah volta a pedir ao Líbano que não negocie com Israel –
O grupo pró-Irã libanês Hezbollah instou o Estado libanês, nesta sexta-feira, a “se retirar das negociações diretas com Israel”, um dia depois de Donald Trump ter anunciado a possibilidade de um acordo de paz iminente entre os dois países.
Mohammad Raad, chefe do bloco parlamentar do Hezbollah no Líbano, afirmou que qualquer encontro entre representantes dos dois países não teria o “consenso nacional libanês”.
– Israel anuncia derrubada de um de seus drones por parte do Hezbollah –
O exército de Israel informou que o Hezbollah derrubou um de seus drones no sul do Líbano nesta sexta-feira, horas depois da prorrogação do cessar-fogo entre Israel e o grupo apoiado pelo Irã.
– UE pede reabertura “imediata” do Estreito de Ormuz –
A reabertura imediata do Estreito de Ormuz sem restrições é “vital” para o mundo, afirmou nesta sexta-feira o presidente do Conselho Europeu, António Costa, após conversas com líderes regionais, incluindo os do Líbano e da Síria.
“O Estreito de Ormuz deve ser reaberto imediatamente, sem restrições e sem cobrança de pedágio, em pleno respeito ao direito internacional e ao princípio da liberdade de navegação”, declarou ele no Chipre.
– Agência especializada antecipa tensões no mercado de GNL –
As consequências da guerra no Oriente Médio sobre a produção de gás natural liquefeito (GNL) serão sentidas por pelo menos dois anos e o mercado prosseguirá “tenso” em 2026 e 2027, advertiu a Agência Internacional de Energia (AIE).
– Soldado da força de paz morre no Líbano –
Um soldado indonésio da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil) morreu em consequência dos ferimentos sofridos em um ataque contra uma base da força da ONU em 29 de março.
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