Últimos acontecimentos da guerra no Oriente Médio
Estas são as últimas novidades da guerra no Oriente Médio:
– ‘Se eles quiserem conversar, podem vir nos ver’, diz Trump –
O presidente americano Donald Trump declarou neste domingo que o Irã pode fazer contato com o seu governo após ter cancelado no sábado a viagem de seus enviados ao Paquistão para conversar com Teerã sobre o fim da guerra no Oriente Médio.
“Eu disse: já não vamos fazer isso. Temos todas as cartas nas mãos. Se eles [os iranianos] quiserem conversar, podem vir nos ver ou nos telefonar. Já sabem que há um telefone, temos boas linhas seguras”, declarou o mandatário à emissora Fox News.
– Soldado israelense morre no sul do Líbano –
O exército israelense anunciou a morte de um de seus soldados no sul do Líbano, apesar do frágil cessar-fogo em vigor com o movimento pró-iraniano Hezbollah.
O sargento Idan Fooks, de 19 anos, morreu em um “incidente” no qual um oficial e outros cinco soldados ficaram feridos, segundo um comunicado militar.
– Chanceler do Irã viaja a Moscou –
O chanceler iraniano Abbas Araghchi partiu de Islamabad para Moscou neste domingo, informou o Ministério das Relações Exteriores da República Islâmica.
O embaixador iraniano na Rússia afirmou que o diplomata se reunirá com o presidente Vladimir Putin.
Segundo a agência iraniana ISNA, que citou o embaixador do Irã na Rússia, Kazem Jalali, Araghchi “se reunirá com o presidente Vladimir Putin durante sua visita a Moscou” na segunda-feira.
Por sua vez, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia confirmou a visita para “conversas”, mas não especificou a data nem se o chanceler iraniano se encontraria com Putin.
– Hezbollah diz que Israel viola trégua e refuta acusação de Netanyahu –
O Hezbollah rejeitou a acusação do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, de que o movimento pró-Irã está desmantelando o cessar-fogo, e afirmou que continuará respondendo às violações da trégua por parte de Israel.
O movimento xiita declarou em um comunicado que os ataques do grupo contra alvos israelenses no sul do Líbano e no norte de Israel constituem “uma resposta legítima às contínuas violações do cessar-fogo pelo inimigo desde o primeiro dia do anúncio da trégua temporária”.
“O Hezbollah afirma clara e firmemente que as contínuas violações do cessar-fogo pelo inimigo […] e, sobretudo, a sua contínua ocupação do território libanês e as violações da sua soberania serão respondidas”, afirmou o grupo.
– Netanyahu acusa Hezbollah de ‘desmantelar’ cessar-fogo no Líbano –
Netanyahu afirmou que as ações do movimento xiita libanês Hezbollah ameaçam o cessar-fogo no Líbano e prometeu agir “com firmeza” contra o grupo apoiado pelo Irã.
“É preciso entender que as violações do Hezbollah estão, na prática, desmantelando o cessar-fogo”, declarou Netanyahu durante uma reunião semanal de seu gabinete.
O líder afirmou que seu país está agindo “com firmeza” em conformidade com os acordos firmados com os Estados Unidos e o Líbano, e declarou que isso implica “liberdade de ação não apenas para responder a ataques, o que é óbvio, mas também para prevenir ameaças imediatas e até mesmo emergentes”.
– Israel bombardeia o Líbano –
A mídia estatal libanesa informou que Israel atacou novamente o sul do país.
“Aviões de guerra israelenses lançaram um ataque contra Kfar Tibnit, um dos locais incluídos no alerta”, afirmou a agência de notícias oficial NNA, que relatou vítimas.
A agência também informou sobre bombardeios em diversas aldeias fronteiriças desde a manhã deste domingo, particularmente em Zawtar el Sharqiyah.
– Trump diz que disparos em Washington não vão dissuadi-lo da guerra contra o Irã –
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os disparos durante o jantar dos correspondentes da Casa Branca no sábado não o impediriam de prosseguir com a guerra contra o Irã, embora considere improvável que o incidente esteja ligado ao conflito.
“Isso não vai me dissuadir de vencer a guerra no Irã. Não sei se isso tem alguma relação com a guerra, sinceramente não acho, com base no que sabemos”, disse Trump a repórteres em uma coletiva de imprensa na Casa Branca após o incidente.
Ao falar neste domingo ao canal Fox News, Trump descreveu o agressor como uma pessoa “muito perturbada”, que escreveu um manifesto “muito anticristão”.
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