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Michel Temer assina extradição do ex-militante italiano Cesare Battisti

Cesare Battisti em 20 de outubro de 2017 em Cananéia, Brasil afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 14. dezembro 2018 - 21:11
(AFP)

O presidente brasileiro, Michel Temer, assinou nesta sexta-feira (14) a extradição do ex-militante de esquerda Cesare Battisti para a Itália, onde foi condenado à prisão perpétua por quatro homicídios nos anos 1970.

"Sim, o presidente de fato assinou a extradição de Cesare Battisti", informou à AFP uma fonte da Presidência.

Battisti, que tem residência no litoral do estado de São Paulo, está com paradeiro desconhecido desde que na quinta à noite o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux ordenou sua detenção para extraditá-lo.

A ordem de prisão preventiva, pedida pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, foi expedida por Fux para "evitar risco de fuga" e assegurar a extradição.

Nesta sexta-feira, homens da Polícia Federal ativaram uma operação para localizar o ex-ativista, sem que até o momento ele tenha sido encontrado.

Pouco antes de ser conhecida a assinatura da extradição, a defesa de Cesare Battisti apresentou um recurso no Supremo pedindo "revisão da decisão" da quinta-feira em uma última tentativa de deter seu envio à Itália, informou à AFP seu advogado Igor San'Anna Tamasauskas.

Ele afirmou, no entanto, não saber onde estava seu cliente, com quem disse não ter conversado desde o fim do mês passado.

Battisti, de 63 anos, foi condenado à prisão perpétua na Itália por quatro homicídios na década de 1970, como membro do grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC).

O ex-ativista, que nega todas as acusações feitas contra ele, passou três décadas fugindo entre México e França, onde teve uma bem sucedida carreira como escritor de romances policiais, antes de fugir em 2004 para o Brasil. Aqui ele se casou com uma brasileira e teve um filho, nascido em 2013.

Em 2010, a Justiça autorizou sua extradição para a Itália, mas o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva concedeu-lhe, um dia antes de concluir seu mandato, o estatuto de refugiado político.

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