Discussão do federalismo vai continuar
A II Conferência Internacional sobre o Federalismo 2002 foi encerrada sexta-feira em St-Gallen, noroeste da Suíça, em ambiente de entusiasmo.
A terceira será na Bélgica, em 2004, e depois na Índia.
Durante 4 dias, 600 delegados de mais de 50 países discutiram três temas de base: federalismo e política estrangeira, estruturas descentralizadas e prevenção de conflitos e divisão de recursos e responsabilidades no federalismo financeiro.
Não existe receita
A conferência era intitulada “aprender uns com os outros”, ou seja, uma troca de experiências entre cientistas, políticos e estudiosos do federalimo. Do Brasil havia 16 participantes.
Jorge Jatobá, secretário da Fazenda de Pernambuco, por exemplo, disse que “a experiência foi muito boa e que aprendeu bastante.”
José Amorim, representante de Timor Leste na União Européia, “ouviu relatos que poderão posteriomente servir na evolução do governo timorense”.
Várias personalidades políticas vieram a St-Gallen falar de suas experiências e visões do federalismo. Uma das conclusões é que cada país tem de encontrar seu próprio sistema segundo sua história e cultura e adaptá-lo constantente. Não existe receita.
Democracias resistem
O presidente alemão Johannes Rau resumiu esse pensamento falando de constituições federais elaboradas sob medida para as particularidades nacionais, que exigem atenção e adaptação permanentes.
O ministro indiano da Defesa, George Fernandes, afirmou que com o desmantelamento da União Soviética e da Yugoslávia, muitos pensavam que o federalismo estava com seus dias contados.
Federalismo é propício
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“A experiência demonstrou que os Estados federalistas democráticos resistem bem e tendem a aumentar”, analisou Fernardes, antes de explicar que Gandi queria a participação de 700 mil vilarejos indianos e que esse sistema está sendo realizado.
Outra constatação da conferência é que o federalismo suscita cada vez mais interesse nos países em desenvolvimento. 90% da população mundial vivem em sociedades multiculturais e há consenso que o sistema federalista é o mais propício à convivência pacífica entre povos diferentes.
swissinfo/Claudinê Gonçalves
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