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Integração da montanha é meta

Bucolismo é coisa do passado Keystone Archive

A ONU declarou 2002 o Ano da Montanha, numa tentativa de melhorar o perfil de regiões menos privilegiadas que as planícies. O desenvolvimento deveria ser sustentável...

A decisão das Nações Unidas teve impacto imediato nos países alpinos e, em particular, na Suíça. Dois terços do País é formado pela cadeia montanhosa alpina. Mas apenas 25% (¼) da população – 7.3 milhões – vivem nos Alpes de maneira permanente.

Apelo urbano

Verifica-se que na Suíça, como em outros países, as regiões montanhosas são mais pobres que as regiões de planícies. Outra constatação é de que aqui como em outras partes do mundo se registra persistente hemorragia da população alpina em busca de melhores condições de vida, principalmente nos centros urbanos.

Para reverter esse quadro, a proposta agora é melhorar o perfil das regiões alpinas, oferecendo mais oportunidades de realização pessoal a seus habitantes.

Desenvolvimento sustentável

Segundo o chefe do Ano da Montanha da Suíça, Stefan Frey, o desenvolvimento sustentável “é a única maneira de abordar o futuro”. A integração deveria englobar diferentes aspectos: cultural, social, ambiental e econômico.

O desafio é, sobretudo, respeitar o frágil ecossistema das ricas regiões alpinas. Regiões freqüentemente lesadas por um desenvolvimento turístico intensivo.

Fragilidade

Na Suíça, estão previstos vários eventos neste Ano da Montanha. O mais espetacular e simbólico seja provavelmente a construção de uma ponte pênsil tipo himalaio por uma equipe de trabalhadores do Butão. Essa ponte de 50 metros unirá uma região de língua francesa a uma região de língua alemã (sobre a torrente de Illgraben, Sierre), no cantão do Valais, sudeste.

Conferências, exposições, filmes, visitas acompanhadas e músicas dos cinco continentes figuram também no programa de eventos relacionados com a comemoração. Tudo no sentido de uma maior conscientização…

Joanesburgo

Christian Gross, do Museu de Etnografia de Genebra lembra: “No passado, as montanhas serviam de fronteiras nacionais e centros de luta por soberanias. Hoje, os 7 países do arco alpino colaboram no que têm a partilhar e a proteger”.

A fragilidade das montanhas deve ficar ainda mais evidente em setembro, quando a ONU prevê em Joanesburgo uma conferência de cúpula sobre desenvolvimento sustentável.

swissinfo

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