Suíça vai concentrar cooperação econômica
Até 2006, a Secretaria de Estado da Economia (SECO) quer reduzir seus programas de incentivo ao desenvolvimento de 50 para 26 países. A intenção é ser mais eficiente.
“Preferimos desenvolver bons projetos em um pequeno número de países do que fazer um pouquinho em muitos”, afirma Martin Roth, do departamento “desenvolvimento e transição” da Seco, Secretaria de Estado da Economia.
Menos e melhor
A Seco tem 4 objetivos: criar condições para o desenvolvimento economômico e os investimentos, mobilizar recursos financeiros e tecnológicos do setor privado, melhorar a infra-estrutura produtiva e social e promover a integração dos países subdesenvolvidos na economia mundial.
Os projetos são desenvolvidos em parceria com o setor privado, Ongs e especialistas independentes.
Atualmente ela apóia projetos em 50 países mas a nova estratégia é concentrar recursos em 26 países que vão absorver cerca de 80% do orçamento da Seco. Cada um dos países prioritários deve receber cerca de 5 milhões de francos suíços por ano, pelo menos até 2006.
Nova lista de prioritários
A lista definitiva dos 26 países prioritários ainda não está definida mas será baseada em 3 critérios: ter prioridade do órgão suíço para desenvolvimento (DDC), países que passam por reformas econômicas e estruturais rigorosas e países “economicamente interessantes”.
Na África, a atuação da Seco será certamente concentrada em Burkina Faso, Gana, Moçambique e Tanzânia. Na América do Sul, os mais prováveis são Bolívia e Peru. No sudeste europeu e Ásia central, Albânia, Bulgária, Macedônia, Kirguistão e Tajiquistão estarão na lista. Na Ásia, serão Vietnã, China e provavelmente India e Indonésia terão apôio.
O objetivo do governo suíço é destinar 0,4% do PIB (produto interno bruto) na ajuda ao desenvolvimento até 20010. Atualmente ela é de 0,34%. Os países escandinavos e a Holanda são os que mais ajudam, com 1% do PIB.
swissinfo com agências
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