Turismo como motor de desenvolvimento
É possível conciliar turismo e desenvolvimento sustentável constata a Organização Internacional do Turismo, em Joanesburgo.
Operadores suíços se intereessam por esse gênero de turismo. Quinze deles assinaram declaração para promover o turismo ecológico.
Seria possível desenvolver o turismo, protegendo a natureza, os animais, melhorando as condições de vida dos habitantes das áreas visitadas?
A resposta é negativa quando se trata de turistas que só se preocupem com o próprio bem-estar, degradem o ambiente e desrespeitem as populações das regiões envolvidas.
Respeito
Em Joanesburgo, na Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável, a Organização Mundial do Turismo (OMT) apresenta publicação própria – intitulada “Turismo e Abrandamento da Pobreza – sobre, justamente, uma nova modalidade de turismo. O que respeite o homem e a natureza , contribuindo para melhora de vida das populações “visitadas”.
NO seu comunicado, a OMT que diz contar com certo apoio da UNCTAD nessas “iniciativas que visam expandir uma prática duradoura de turismo, concebido como instrumento de desenvolvimento”.
A publicação se refera a experiências-piloto em quatro países: dois na África (Gâmbia e África do Sul), Nepal, na Ásia, e Equador, na América do Sul, com projetos destinados a mostrar como as populações locais podem lucrar com o turismo.
Potencial
Segundo o jornal Le Temps, de Genebra, que consagra na sexta-feira 30/8 toda uma página ao assunto, as quatro experiências têm o mérito de “tirar o estudo da teoria e do idealismo”. Mas estima que a avaliação dos testes “mostra ser muito difícil englobar os mais pobres em circuitos econômicos já constituídos”.
A iniciativa da OMT pode ter o mérito de apontar um caminho que viabilize o turismo, uma das atividades que mais crescem no mundo. Na década de noventa, o turismo praticamente duplicou nos países em desenvolvimento. E se calcula que em 2020, 1.6 bilhão de pessoas viajem em países estrangeiros.
Declaração de Creta
Difícil avaliar o impacto, as conseqüências do turismo sobre as sociedades implicadas, o meio ambiente e a economia. Mas poderiam ser desastrosas.
Na Suíça em particular, grandes operadores de viagens mostram interesse na promoção de um turismo que preserve ou pelo menos respeite o meio ambiente, seja contratando especialistas em ecologia, seja adotando um selo verde, seja formando pessoal para a tarefa.
Cerca de quinze operadores suíços de viagem já assinaram a “Declaração de Creta”, com um repertório de medidas sobre prática de turismo sustentável, protegendo o meio ambiente.
Dimensão social
A declaração foi elaborada pela Federação Suíça de Agentes de Viagem em 1998.
Uma crítica feita a esse documento é de que aborde unicamente aspectos ecológicos. Especialistas lembram que para se falar de desenvolvimento sustentável através do turismo seria importante incluir o aspecto social. Aspecto que a Organização Mundial de Turismo leva em consideração.
A OMT escreve que a eliminação da pobreza pelo turismo “pode servir para resolver grande número de outros problemas, em particular o da saúde, da igualdade social e mesmo do terrorismo”.
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