Vícios e virtudes do federalismo brasileiro
O Brasil é federalista desde 1889 mas começou mal, copiando os Estados Unidos. Alguns dos vícios orginais persistem até hoje mas também ouve progressos, principalmente na área fiscal e na distribuição de recursos.
O Brasil veio bem representado ao II Congresso Internacional sobre o Federalismo, em St-Gallen, Suíça. A delegação brasileira tem, assim, a oportunidade de trocar experiências com representantes de mais de 50 países.
Tensão permanente
Com técnicos e pesquisadores de várias áreas, a maioria dos delegados brasileiros se interessou mais pelas questões tributárias, área do federalismo em que o país tem um certo reconhecimento internacional.
Em entrevistas a swissinfo, três aspectos foram abordados. A pesquisadora Tânia Braga, da Universidade Federal de Minas Gerais, afirmou que há progressos mas uma tensão permanente entre centralização e descentralização.
Guerra fical
O procurador regional da República, Mario Luiz Bonsaglia, constata que certos vicios originais do federalismo brasileiro ainda persistem e reclama da falta de um debate abrangente para formar uma doutrina coerente do federalismo brasileiro.
Ricardo Varsano, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), acha que a repartirtição de recursos tributários está funcionando bem e diz que a questão mais urgente é a guerra fiscal entre estados.
swissinfo/Claudinê Gonçalves, St-Gallen
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