Elefantes e homens vivem em paz em Moçambique
Parque nacional em Moçambique concilia homens e animais predadores e é considerado exemplo de desenvolvimento sustentável.
WWF, com sede na Suíça, investiu 80 mil dólares no projeto.
A soma gasta pelo Fundo Mundial de Proteção da Natureza (na sigla WWF em inglês), foi aplicada numa área de 7.500 km2, na província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, onde foi criado o “Parque Nacional Quirimbas”, em junho.
O projeto permite uma vida mais pacífica entre homens, elefantes, leões, antílopes e outros predadores.
Na região de Nambini, por exemplo, os elefantes e outros animais comiam dois terços das lavouras. As conseqüências eram trágicas: os camponeses ficavam sem mantimentos para o ano inteiro, passando fome até a safra seguinte.
O Parque – que protege florestas costeiras, corais e diferentes espécies de animais – ajudou a resolver eternos conflitos principalmente com os elefantes, graças ao deslocamento de aldeias e de zonas agrícolas, no sentido de afastá-las das trilhas dos paquidermes.
Turismo
O Parque dispõe também de uma seção marítima, com espaço para a criação de peixes, instalado há um ano e meio, enriquecendo a dieta dos habitantes.
Serviu também para desenvolver o turismo, como destacou César Augusto dos Santos, diretor da Área do Meio ambiente, em Cabo Delgado: “O Parque é extremamente importante para o desenvolvimento da província, principalmente para as comunidades locais que o pediram. Essas áreas são favoráveis ao desenvolvimento da indústria turística que aportará emprego, rendas adicionais e conseqüente melhora do nível de vida”.
Quirimbas é considerado um exemplo para o futuro. As comunidades locais não apenas desfrutam do Parque, mas também contribuíram para sua criação. E têm muito incentivo para protegê-lo.
Desenvolvimento sustentável no caso significa preservação do meio ambiente por muitos anos.
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