Vem aí o arroz valente
Pesquisadores seqüenciaram o genoma de duas variedades de arroz. Visam melhorar o produto. Nada se avança sobre o impacto ambiental e sobre as conseqüências para os consumidores...
Foi publicado na sexta-feira, 5/4, na prestigiosa revista Science, mapa genético de dois tipos de arroz, trabalho realizado por duas equipes de pesquisadores: o Instituto de Genômica de Pequim e Syngenta, empresa
resultante da fusão dos setores de agribusiness da suíça Novartis e Zeneca.
Produtividade
O “avanço” é apresentado como possibilidade de aperfeiçoar o teor nutritivo e produtividade do arroz graças a maior resistência da planta modificada. Em conseqüência, seria possível combater mais eficazmente a fome que atinge quase 1 bilhão de pessoas no mundo.
O arroz entra na dieta de pelo menos um terço da população mundial. As variedades modificadas são as mais cultivadas: oryza sativa indica (longo, mais consumida na China e Sudeste Asiático, e oryza sativa japonica (redondo, mais conumida no Japão.
Impacto
Segundo o chefe da equipe da Syngenta, a empresa que já pediu patente alguns genes e vai testá-los brevemente. O objetivo visado é aperfeiçoar a planta, através de produção de sementes mais resistentes a insetos e doenças, mais adaptáveis a solos e climas diferentes e portanto mais rentáveis.
Especialistas alertam porém para o perigo de o homem não poder controlar organismos modificados, para a dificuldade de “rastrear seus efeitos”.
Consideram problemático avaliar não apenas o impacto ambiental, como também para a saúde do consumidor, tido como cobaia. Sem que se considerem os transgênicos um espantalho, estimam que a questão deve ter acompanhamento científico rigoroso, porque receiam desastres incontroláveis.
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