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Três cantoras marcaram volta da MPB à Montreux

Ana Carolina em Montreux Lionel Flusin

Maria Gadú, Ana Carolina e Maria Rita participaram da noite brasileira no Festival de Jazz de Montreux, um dos mais conhecidos do mundo.

Depois de três anos de ausência, o produtor Mazola diz que a música brasileira voltou ao festival para ficar e que vai insistir nos novos talentos.

Sábado (9) em Montreux foi uma noite calma, sem bandeiras e sem o empurra-empurra que tantas vezes se viu na grande sala Stravinski. No programa não havia forró nem carnaval e era mais propício a ouvir do que a dançar.

O show começou com Maria Gadú que, apesar da jovem carreira, uma pequena parte do público conhecia algumas canções do repertório da compositora. Para compensar, ela incluiu no show, embora com arranjos surpreendentes, clássicos como o Filosofia, de Noel Rosa, e Trem das Onze, de Adoniram Barbosa. O público aplaudia polidamente, mas Maria Gadú não conseguiu entusiasmar. Também não falou com a imprensa. Quando saiu do palco ao final de sua apresentação, trancou-se no camarim com um segurança na porta.

Ana Carolina

Com Ana Carolina foi exatamente o contrário, com uma espécie de comunhão com o público, que cantou e dançou, que certamente até a surpreendeu. Em entrevista à swissinfo.ch horas antes de entrar em cena, ela estava um tanto apreensiva, pois se apresentava pela primeira vez no Festival de Montreux, apesar da já longa carreira no Brasil.

“Preferi consolidar bem minha carreira no Brasil antes de me apresentar no exterior e acho que foi bom ter ocorrido assim. Não queria me embolar com o mercado internacional sem que estivesse bem consolidada no mercado brasileiro. Agora estou aqui pela primeira vez e sei que os olhos do mundo musical estão voltados para cá durante o festival. Então pode me abrir novas portas ou, quem sabe, voltar aqui novamente”. (Ouça os áudios da entrevista na coluna à direita).  

Ao final de seu show ela estava visivelmente feliz nos corredores dos camarins, onde abraçava os músicos de sua banda.

Maria Rita

Maria Rita, que também não falou com a imprensa, vinha pela segunda vez em Montreux. Na primeira, recebeu de presente do festival um DVD com as apresentações de sua mãe, Elis Regina, em Montreux.

Desta vez também foi homenageada, mas de outra maneira. O produtor Mazola, que apresentava as artistas e seus músicos, chamou o maestro Quincy Jones para apresentá-la. Ele lembrou-se de Elis e arriscou duas palavras que sabe de português: muito obrigado e beleza pura. Voltou no final do show para lhe entregar flores e repetiu as palavras em português.

Maria Rita cantou inicialmente músicas ainda pouco conhecidas de seu repertório, depois emendou uma série de sambas principalmente do último disco (2007), como Cria, Tá perdoado e Maria do Socorro, entre outras. Terminou o show com Encontros e Despedidas (de Milton Nascimento) que Elis também gravou. Aí estava muito emocionada.

Acompanhada pelo trio de excelentes músicos (Silvinho Mazzuca, Cuca Teixeira e Tiago Mota) que há muito trabalha com ela, o show de Maria Rita empolgou apenas parte da plateia, talvez por ter começado um pouco tarde. Parte do público saiu antes da apresentação terminar.

45 anos.

 A edição 2011 du MJF será de 1° a 16 de julho.

Orçamento:

21 milhões de francos

Números 2010:

90 grupos pagantes 

260 concertos et DJ gratuitos

230.000 visitantes

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