Estudo propõe recriar a terceira classe nos trens

A terceira-classe era oferecida nos trens suíços até 1956. Keystone / Str

As companhias ferroviárias suíças deveriam introduzir a terceira classe nos trens para os passageiros de menor poder aquisitivo. É o que recomenda um estudo encomendado pelo governo.

Este conteúdo foi publicado em 11. março 2019 - 13:38
NZZ am Sonntag/sb

O jornal dominical NZZ am Sonntag publicou um artigo sobre o relatório encomendado pelo Departamento Federal de Transportes. Este recomenda a introdução da terceira classe, com mais assentos e preços módicos. Nos vagões os assentos estariam organizados em fileiras de cinco.

O estudo foi solicitado pelo governo para descobrir soluções que permitam as companhias ferroviárias competirem com as companhias aéreas baratas e outras formas econômicas de transporte. O argumento é a demanda crescente por parte dos passageiros de preços mais em conta.

A proposta não tem aceitação unanime. O diretor da União Pública dos Transportes, Ueli Stückelberger, afirma que a terceira classe não traria economias consideráveis e ainda poderia complica o trabalho das empresas ferroviárias. Estas já lançaram ofertas como bilhetes mais baratos para os períodos fora dos horários de rush, dentre outros.

Até 1956, a Companhia Suíça de Trens (SBB), a principal do país, oferecia três classes nos trens do país: terceira, segunda e classe de luxo, onde os clientes se sentavam em cadeiras com estofos de veludo e em pequenas mesas feitas de mogno. Em resposta à proposta do estudo, um porta-voz da empresa declarou ao jornal NZZ que o tema "não estaria na agenda" até então.

O sistema ferroviário, as linhas interestaduais e internacionais de ônibus e o sistema local de transporte na Suíça são considerados como um dos melhores do mundo. A SBB administra uma grande rede de conexões ferroviárias e ajuda a coordenar um sistema de ônibus que atinge praticamente todos os cantos do país. Em média, os suíços realizam 72 viagens de trem por ano. Na verdade, os suíços utilizam o transporte ferroviário com mais frequência do que qualquer outra nação do mundo, exceto os japoneses. 

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