Conferência pede proteção de civis
Em Genebra, apesar da ausência de Israel e dos Estados Unidos, 114 países e 8 organizações concordaram sobre a necessidade de respeitar o direito humanitário nos territórios palestinos. Graças à diplomacia suíça.
« Até hoje, somente a situação nos territórios ocupados por Israel permitiu obter um consenso tão amplo », afirmou o diplomata suíço Peter Maurer, presidente da Conferência.
A Conferência sobre a IV Convenção de Genebra ocorreu como previsto e o texto da declaração final, elaborado e negociado pela diplomacia suíça durante um ano, não foi foi alteraldo.
Como depositária das Convenções de Genebra, base do direito humanitario internacional, cabia à Suíça organizar a Conferência, como decidido em resoluções da Assembléia geral da ONU.
Israel se diz discriminado
Israel não participou denunciando a politização do direito humanitário. De fato, pela primeira vez um Estado foi abertamente criticado em uma conferência internacional, em função das Convenções de Genebra, que datam de 1949.
Nos bastidores, um participante da Conferência afirmou que, por ser o único Estado democrático da região, a comunidade internacional espera mais de Israel do que dos regimes árabes.
A declaração detalha as obrigações das partes em conflito mas atribui deveres particulares a Israel, como potência ocupante dos territorios palestinos. O objetivo é proteger os civis não armados, mesmo dos colonos israelenses.
Segundo Peter Maurer, essa diferenciação dos deveres de cada um em materia humanitaria foi a parte mais difícil de negociar. Isso poderá servir de modelo para outros conflitos existentes ou futuros, de acordo com o diplomata suíço.
Vontade política
Tudo depende agora da vontade política dos 189 países signatarios das Convenções de Genebra de aplicá-las na defesa das populações civis, no Oriente Médio e em outros conflitos.
Swissinfo/Frédéric Burnand
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