Ex-intendente do Kremlim será extraditado à Suíça
Pavel Bórodin mudou de opinião. Preso há um mês e meio em Nova York, ele não contesta mais pedido de extradição feito pela justiça suíça que o suspeita de lavagem de dinheiro.
A justiça de Genebra indica ter indícios de que Pavel Bórodin, 54 anos, tenha recebido suborno de aproximadamente 25 milhões de dólares de duas empresas suíças, Mabetex e Mercata, contratadas para renovar o Kremlin.
Em virtude de mandato internacional expedido pela justiça suíça, ele foi preso em Nova York, em 17 de janeiro, quando chegara aos Estados Unidos para participar da tomada de posse do presidente George W. Bush.
O acusado contestava diante da justiça americana um pedido de extradição. E fez o possível para escapar do eventual julgamento na Suíça. Queixou-se das condições de encarceramento, recebeu apoio do presidente russo, Vladimir Putin. Mas as autoridades americanas não cederam, alegando independência da justiça.
O Ministério suíço das Relações Exteriores estima que Bórodin possa viajar para a Suíça nos próximos dias, sendo evitado processo formal e longo de extradição norte-americano. Portanto será aplicado o tratado bilateral de extradição em vigor entre a Suíça e os Estados Unidos.
Pavel Bórodin nega as acusações. Mas diante da justiça de Genebra deve responder a indícios de lavagem de dinheiro e envolvimento em organização criminosa.
Segundo o procurador de Genebra, Bernard Bertossa, a “extradição não tem por objetivo inculpá-lo”. Mas acrescenta: “Se, como pensamos, ele cometeu infração, será sancionado”.
Swissinfo com agências
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