Músico clama inocência em mortes de seita
O compositor e maestro franco-suíço Michel Tabachnik, 58 anos, é o único réu no processo da Ordem do Templo Solar (OTS). Ele decidiu comparecer ao julgamento que ocorre em Grenoble, França. Entre 1994 e 1997, 74 membros da seita morreram na Suíça, Canadá e França.
Como cidadão suíço, Michel Tabachnik não era obrigado a comparecer ao julgamento mas decidiu fazê-lo voluntariamente afirmando que nada deve à Justiça. Ele é acusado de “associação de malfeitores” e incorre a 10 anos de prisão.
O julgamento ocorre em Grenoble, na França, e vai durar 15 dias. Tabachnik é compositor e maestro com certa notoriedade e o processo poderá esclarecer porque uma pessoa famosa e culta envolve-se com exoterismo e torna-se membro de uma seita.
Ele é acusado inclusive de ser número 3 na hierarquia da Ordem do Templo Solar (OTS), em que 74 membros morreram em circunstâncias ainda não esclarecidas entre 1974 e 1977, na Suíça, Canadá e França.
Os dois principais líderes da seita, Jo di Membro e Luc Jouret, estavam entre as vítimas do incêndio voluntário de três chalés no estado do Valais, outubro de 1994. Na mesma noite, em condições similares, outros membros da seita morreram no estado de Fribourg, também na Suíça.
Um dia antes, 5 pessoas morreram no Canadá. Em dezembro 1995, 16 pessoas morreram na França e, em março de 1997, outras 5 pessoas morreram no Canadá. No total, foram 74 vítimas.
Os inquéritos abertos na Suíça e no Canadá acabaram sendo arquivados porque os responsáveis morreram junto com as vítimas. No Canadá, no entanto, houve sobreviventes que acusaram Tabachnik, daí o processo de Grenoble.
swissinfo com agências
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