Emirados Árabes afirmam que Irã atacou petroleiro no Estreito de Ormuz
Os Emirados Árabes Unidos afirmaram neste sábado (8) que o Irã havia atacado um petroleiro pertencente à empresa estatal Abu Dhabi National Oil Company (Adnoc) que navegava pelo Estreito de Ormuz.
O Irã impôs um bloqueio efetivo do estreito e pretende cobrar aos usuários pela passagem, medida à qual os Estados Unidos se opõem firmemente. Atualmente, está em negociação com Omã sobre as condições para a futura gestão da via.
O Ministério das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos condenou em comunicado o que qualificou como “ataque hostil iraniano” contra um petroleiro da Adnoc, atingido por um míssil enquanto transitava pelo Estreito de Ormuz, sem deixar vítimas.
Posteriormente, a agência marítima britânica UKMTO informou que um projétil atingiu uma embarcação em frente à costa de Omã, no Estreito de Ormuz. O ataque provocou um incêndio, mas não deixou vítimas.
A agência não especificou se se tratava do mesmo ataque relatado pelos Emirados Árabes.
Na sexta-feira, a empresa havia divulgado em nota que desde o início da guerra, 15 de seus navios tinham sido atacados em Ormuz, “incluindo três apenas nesta semana”.
Antes de os ataques de Estados Unidos e Israel desencadearem rapidamente uma guerra regional em fevereiro, cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo transitava por esta via.
O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, declarou neste sábado que as conversas com Omã estavam “na etapa final”, mas advertiu que “isso não significa que o Estreito de Ormuz vá ser reaberto”.
Por sua vez, o Ministério das Relações Exteriores de Omã condenou “os ataques reiterados contra navios que transitam” por esta via, sem mencionar o Irã.
Acrescentou, ainda, que “as negociações em curso sobre as condições de navegação no Estreito de Ormuz avançam em um ambiente positivo e construtivo”, pedindo que se evite qualquer ação que possa pôr tais avanços em risco.
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