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Europa Ocidental registrou recorde de calor em junho e julho

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A Europa Ocidental “vivenciou o período junho-julho mais quente já registrado”, em um cenário de ondas de calor repetidas, seca generalizada e incêndios devastadores, anunciou nesta segunda-feira (10) o serviço europeu sobre mudança climática Copernicus. 

Em escala mundial, os oceanos também atingiram em julho de 2026 as temperaturas “mais elevadas já registradas para este mês”, a 20,96ºC, impulsionados pelo fenômeno El Niño e pelo aquecimento climático provocado pela atividade humana. 

“Não vimos um clima assim em toda a nossa vida, e talvez nem mesmo desde o surgimento da nossa civilização”, declarou Carlo Buontempo, diretor do Copernicus Climate Change Service (C3S).

Em todo o mundo, julho de 2026 empatou com julho de 2024 como o segundo mês de julho mais quente já registrado, atrás apenas de julho de 2023.

Mas o fenômeno é observado de forma mais acentuada na Europa Ocidental, o continente que está aquecendo de maneira mais rápida.

A temperatura média combinada no continente para junho e julho atingiu 21,62ºC, superando o recorde de 2022 e “refletindo a persistência excepcional do calor” deste verão, segundo o Copernicus.

Junho de 2026 já havia sido um mês de calor recorde para a Europa Ocidental. Por sua vez, julho registrou uma temperatura média de 22,48ºC (2,53ºC acima dos valores normais para o período de 1991-2000), um pouco abaixo de julho de 2006 (22,54ºC).

Desde maio, a Europa Ocidental sofreu quatro episódios de calor extremo, dois deles em julho.

As ondas de calor alimentaram uma seca quase generalizada na França, Espanha e em certas regiões da Alemanha e do Reino Unido.

 

np-dep/jmi/frd/mas/mvl/fp

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