Incêndio no sudoeste da Espanha continua ativo, mas autoridades estão ‘mais otimistas’
O incêndio florestal na província de Huelva, na Andaluzia (sudoeste da Espanha), continua ativo neste domingo (9) após percorrer cerca de 8.000 hectares, embora as autoridades locais estejam “mais otimistas” quanto à sua evolução.
“O incêndio continua sendo complexo, ainda temos trabalho e um dia difícil pela frente, de muita intervenção, mas (…) hoje estamos um pouco mais otimistas”, afirmou o responsável pelos serviços de emergências da Andaluzia, Antonio Sanz.
Cerca de 470 pessoas foram retiradas de forma preventiva por este incêndio perto da localidade de Niebla, a cerca de 70 quilômetros da fronteira sul com Portugal, e que já percorreu cerca de 8.000 hectares, dos quais nem todos pegaram fogo, especificou Sanz.
“Segundo as avaliações que temos, há muitas ilhas e muitas zonas que não foram queimadas”, indicou.
Mais de 500 efetivos, entre eles 250 integrantes da Unidade Militar de Emergências (UME), combatem as chamas, auxiliados por mais de 20 meios aéreos e maquinário pesado.
A ministra da Transição Ecológica, Sara Aagesen, enfatizou o verão complexo enfrentado pela Espanha, que especialmente em julho registrou graves incêndios que devastaram dezenas de milhares de hectares e obrigaram a retirada de milhares de pessoas, sobretudo no centro do país.
“Estamos falando de 40 grandes incêndios florestais neste ano de 2026. No ano passado, nesta mesma época, tínhamos 15. Isso mostra a gravidade e a complexidade do que estamos vivendo”, acrescentou Aagesen.
O incêndio de Burgohondo, em Ávila, que queimou cerca de 50.000 hectares no fim de julho, é considerado o maior da história recente do país.
Antes, no início desse mês, chamas devastadoras deixaram 14 mortos na província andaluza de Almería (sul).
Neste domingo, bombeiros e efetivos da UME continuavam trabalhando na extinção de outro incêndio na província de Castellón, no leste do país, que até agora afetou quase 400 hectares e obrigou a confinar um pequeno município próximo, segundo as autoridades.
A Europa foi afetada por sucessivas ondas de calor e uma grave seca neste ano, que os cientistas atribuem à mudança climática causada pela atividade humana.
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