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Líder opositora é impedida de retornar à Venezuela

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O retorno da líder opositora venezuelana María Corina Machado de seu exílio no Panamá foi novamente impedido na terça-feira (22), confirmaram à AFP fontes de seu partido, Vente Venezuela, sem identificar os responsáveis.

Corina Machado saiu da clandestinidade na Venezuela em dezembro do ano passado, quando viajou de maneira sigilosa à Noruega para receber o Prêmio Nobel da Paz. Depois de uma breve estadia nos Estados Unidos, ela seguiu para a Cidade do Panamá, de onde tenta retornar ao país.

“Sim, ela tentou voltar, mas foi frustrada”, disse na terça-feira à AFP uma fonte da equipe de Corina Machado, que já fez diversas tentativas de retornar ao país, uma delas após o duplo terremoto de 24 de junho na Venezuela.

O anúncio da tentativa frustrada de retorno aconteceu no mesmo dia em que a presidente interina Delcy Rodríguez se reuniu com o mandatário americano, Donald Trump, à margem da Assembleia Geral da ONU em Nova York.

As tentativas da líder da oposição de retornar à Venezuela foram impedidas por uma combinação de falhas mecânicas, cancelamentos de última hora e restrições do espaço aéreo, segundo reportagens do jornal espanhol ABC e do canal colombiano NTN24.

“Tudo o que foi informado por Idania Chirinos e David Alandete sobre a viagem frustrada de María Corina Machado à Venezuela está confirmado”, afirmou a fonte, ao mencionar jornalistas dos dois veículos de comunicação.

Segundo Idania Chirino, o primeiro plano consistia em uma viagem pelo mar e, embora as autoridades migratórias já tivessem carimbado o passaporte de Maria Corina Machado, “a saída foi cancelada sob a alegação de imprevistos mecânicos na embarcação”.

A jornalista da NTN24 destacou que a líder opositora também tentou, na terça-feira, embarcar em voos do Panamá para Aruba e Curaçao, a partir do aeroporto Marcos A. Gelabert, mas nenhum avião recebeu autorização para decolar.

Alandete afirmou que Corina Machado acumula sete tentativas fracassadas de retornar à Venezuela.

Nesta semana, a Venezuela organiza a segunda rodada de negociações entre uma parte da oposição e o governo interino, visando uma transição e eleições. Um dos temas da agenda de diálogo é a liberdade do exercício político.

María Corina Machado não participa das negociações, mas disse que não as impediria e que esperava resultados concretos.

Delcy Rodríguez assumiu a presidência interina da Venezuela após a derrubada, em janeiro, de Nicolás Maduro em uma operação militar dos Estados Unidos.

 

afc/pgf/nn/lb/fp

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