Milei diz que ONU é ‘organização inútil’ que alimenta ‘casta de parasitas’
A ONU é um organismo “inútil”, que alimenta “uma casta de parasitas”, disse, nesta quarta-feira (23), o presidente argentino, Javier Milei, durante seu discurso na Assembleia Geral da organização, em Nova York.
O mandatário de direita também criticou a inação do organismo multilateral na disputa com o Reino Unido sobre as Ilhas Malvinas, sua atuação na pandemia de 2020 e se opôs ao controle estatal da inteligência artificial.
A ONU “se tornou uma organização inútil, que só serve para alimentar uma casta de parasitas fatalmente arrogantes, disfarçados de burocratas bem-intencionados”, declarou Milei em seu discurso.
“Aqueles que deveriam garantir a segurança coletiva e os direitos humanos fracassaram em sua tarefa e, em seu lugar, permitiram o caos, a violência e o terrorismo internacional”, prosseguiu.
Milei referiu-se à histórica reivindicação da Argentina sobre as Ilhas Malvinas, nas mãos dos britânicos desde 1833, e às operações de extração de petróleo autorizadas por Londres perto do arquipélago, que segundo Buenos Aires desafiam uma resolução da ONU de meio século atrás.
“Aqueles que seguem as regras não têm qualquer recompensa por fazê-lo, enquanto os que as descumprem não recebem a menor represália. Por isso, a questão das Malvinas não é apenas entre a Argentina e o Reino Unido, também coloca uma pergunta sobre a capacidade desta organização de fazer valer suas próprias resoluções”, disse.
Milei também seguiu a mesma linha de seu aliado, o presidente americano, Donald Trump, que na véspera propôs chamar a IA de “superinteligência” e criticou os alertas fatalistas em torno do desenvolvimento acelerado dessas tecnologias.
“Os cenários distópicos aos quais se costuma recorrer para infundir medo e favorecer o controle do Estado não fazem sentido do ponto de vista econômico”, afirmou, e propôs que “seja o Ocidente a liderar o desenvolvimento da tecnologia”.
Além disso, o presidente argentino criticou a ONU por suas políticas “de confinamento forçado” durante a pandemia e defendeu a saída da Argentina da Organização Mundial da Saúde.
“O que alguns alegam ser um erro de política sanitária, nós vemos como um experimento global de controle social disfarçado de ciência. E quando um Estado, com viseira sanitária, tira de sua população o direito de trabalhar, de se educar, de se despedir de seus mortos, e isso se traduz em milhões de mortes evitáveis, há uma palavra para nomeá-lo: genocídio”, acusou.
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