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Os principais atores da IA na China

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As empresas chinesas de inteligência artificial competem com grandes empresas americanas como OpenAI e Anthropic, apesar das restrições de Washington à exportação de hardware de ponta. 

A AFP analisa as empresas, grandes e pequenas, que impulsionam as ambições da China em IA:

– Atores tradicionais –

As gigantes Baidu, Alibaba e Tencent investem pesado em IA, aproveitando suas imensas bases de usuários e infraestrutura na nuvem. 

A Baidu, apelidada de “Google da China”, recrutou os melhores pesquisadores de IA e criou “Ernie”, um dos primeiros chatbots chineses. No entanto, seu sucesso permanece atrelado aos seus enormes negócios de busca na internet e marketing. 

Alibaba, gigante do e-commerce por trás de plataformas de compras como o Taobao, é conhecido por seus modelos de IA de código aberto “Qwen”, populares entre programadores do mundo todo por poderem ser personalizados livremente. 

A Tencent, por outro lado, é frequentemente vista como uma empresa cautelosa, embora tenha aumentado seus investimentos. Seu fundador, Pony Ma, recentemente comparou os esforços anteriores em IA a um navio “com vazamentos” que eles esperam que “possa navegar mais rápido”. 

A Tencent está testando um agente de IA, uma ferramenta capaz de realizar tarefas em nome dos usuários, como parte de seu aplicativo de mensagens WeChat, usado por mais de um bilhão de pessoas.

– Além do TikTok –

A ByteDance, empresa por trás do TikTok, mudou seu foco para a inteligência artificial à medida que aumenta a pressão geopolítica sobre seu negócio de redes sociais no exterior.

A estratégia está dando frutos: o Doubao, chatbot de IA da ByteDance, é o mais popular do gênero na China, com mais de 300 milhões de usuários ativos por mês.

A empresa lançou recentemente um serviço de assinatura para tentar transformar essa popularidade em sucesso comercial. A ByteDance também lançou em junho a versão mais recente de seu gerador de vídeos com IA, o Seedance 2.5.

A capacidade do modelo de produzir vídeos com qualidade cinematográfica levanta preocupações sobre violação de direitos autorais e o impacto da IA em empregos criativos.

– DeepSeek, o herói da IA chinesa –

A startup DeepSeek nasceu em 2023 como um projeto paralelo de um fundo de cobertura orientado por dados. Em janeiro de 2025, ela revolucionou o cenário global de IA com um chatbot de baixo custo e alto desempenho, desafiando o domínio dos Estados Unidos. 

A abordagem de código aberto da DeepSeek impulsionou a indústria de IA do país e acelerou a disseminação global de modelos chineses. 

A empresa lançou seu modelo mais recente, o V4, em abril e, segundo relatos, concluiu uma rodada de financiamento que a avaliou em mais de 50 bilhões de dólares (254 bilhões de reais).

– As startups líderes de IA – 

As startups Zhipu AI, MiniMax e Moonshot AI são conhecidas como os “tigres da IA” da China, pois desafiam gigantes da tecnologia já estabelecidos na pesquisa de modelos fundamentais de inteligência artificial. 

O desempenho do modelo “GLM-5.2” da Zhipu AI gerou grande repercussão entre programadores estrangeiros que buscam alternativas aos produtos da Anthropic e da OpenAI. 

O assessor da Casa Branca e investidor de capital de risco Marc Andreessen afirmou que muitos especialistas do setor consideram o GLM-5.2 “o primeiro modelo de IA chinês que iguala e, muitas vezes, supera os modelos públicos de IA dos grandes laboratórios americanos”. 

Os produtos da MiniMax variam de assistentes virtuais a ferramentas de geração de vídeo. 

O nome chinês da Moonshot AI, Yue Zhi Anmian, homenageia o álbum “The Dark Side of the Moon” do Pink Floyd, um reflexo da paixão do cofundador Yang Zhilin pelo rock.

A empresa, conhecida pelos seus populares modelos “Kimi”, acaba de concluir uma rodada de financiamento de 2 bilhões de dólares (10 bilhões de reais) e sua avaliação mais recente subiu para 31,5 bilhões de dólares (160,5 bilhões de reais), disseram à AFP fontes próximas.

– Novos atores –

Em junho, a plataforma de entrega de comida Meituan afirmou que seu modelo de IA LongCat-2.0 foi o primeiro do gênero a ser treinado com chips de computador de origem local. 

O anúncio estabeleceu um marco no esforço da China para reduzir sua dependência de hardware estrangeiro para IA, em um momento em que Washington restringe a exportação de chips americanos de alta tecnologia. 

A Xiaomi, com sede em Pequim e mais conhecida por seus smartphones e eletrônicos de consumo, entrou na corrida por modelos fundamentais de IA mais tarde do que a maioria de seus concorrentes. 

O modelo mais recente da Xiaomi, o “Mimo-V2.5”, ocupa hoje o segundo lugar em uso mensal no OpenRouter, uma plataforma que permite aos usuários acessar múltiplos modelos de IA.

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