Lucerna pode autorizar eutanásia em hospitais e reacende debate na Suíça
Deputados estaduais aprovam proposta que amplia o direito ao suicídio assistido em instituições públicas e reacende divergências sobre seu papel dentro de hospitais.
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A Assembleia Legislativa do cantão de Lucerna aprovou nesta segunda-feira (30) uma moção da deputada socialista Sara Muff por 81 votos a 27, pedindo a criação de um marco legal para o suicídio assistido externo em todas as instituições públicas de saúde e assistência social.
O ponto mais controverso foi a possível inclusão dos hospitais. O governo cantonal defendia que essas instituições fossem excluídas, argumentando que sua missão principal é curar, cuidar e aliviar o sofrimento — não participar de processos de morte assistida.
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A diretora de saúde Michaela Tschuor apoiou a regulamentação para garantir igualdade de acesso em lares e instituições sociais, mas quis manter os hospitais fora dessa regra. Já Muff rebateu: hospitais também são lugares onde as pessoas morrem — e, portanto, a autodeterminação deve valer até o fim da vida, sem obrigar pacientes a deixarem o hospital.
+ ‘Devemos ter a liberdade de escolher como morrer’
O debate dividiu partidos e ideologias. Parlamentares de diferentes espectros concordaram que o modelo proposto pelo governo não resolvia o problema, enquanto outros alertaram para os impactos sobre profissionais de saúde e defenderam que funcionários também tenham liberdade de escolha.
Apesar das divergências, a maioria decidiu avançar com a proposta completa, incluindo os hospitais — sinalizando uma possível mudança significativa na forma como o tema será tratado nas instituições públicas.
Adaptação: Fernando Hirschy
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