Polícia detém 549 pessoas após protesto anti-G7 em Genebra
Centenas de pessoas foram detidas pela polícia após a manifestação contra a cúpula do G7 em Genebra, enquanto organizadores e partidos de esquerda denunciam abusos e pedem uma investigação sobre a operação policial.
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A polícia informou nesta segunda-feira que 549 pessoas foram interceptadas durante a manifestação de domingo. Destas, 28 foram levadas para delegacias para interrogatório, incluindo três detenções temporárias. Segundo o porta-voz da polícia de Genebra, Alexandre Brahier, os danos materiais foram “relativamente limitados”, apesar da presença de grupos determinados a causar tumultos durante a manifestação.
Entre os atos de vandalismo registrados estão vitrines quebradas, pontos de ônibus destruídos e um carro incendiado.
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Operação policial gera críticas
Na noite de domingo, a polícia cercou uma área entre o Quai Wilson e a Avenue de France, mantendo cerca de 300 pessoas retidas por várias horas, incluindo organizadores do protesto, segundo o coletivo No G7. Os participantes foram liberados gradualmente após verificações de identidade, e os últimos deixaram o local apenas na manhã de segunda-feira.
O coletivo denunciou que os detidos ficaram sem acesso adequado a água e alimentos, classificando a ação como “uma operação policial indescritível”. O grupo também acusou as forças de segurança de provocações, violência policial e uso repetido de gás lacrimogêneo contra os manifestantes.
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Esquerda pede investigação
A atuação da polícia também provocou reações políticas. O Partido Socialista expressou preocupação com as condições da operação e pediu uma investigação completa.
Segundo o partido, centenas de pessoas ficaram detidas durante toda a noite, embora muitas delas não tivessem participado dos atos de violência nem fossem suspeitas de qualquer infração.
A manifestação reuniu cerca de 20 mil pessoas, segundo a polícia, e 30 mil, de acordo com os organizadores. As autoridades afirmam que aproximadamente 600 integrantes do chamado black bloc, grupo de manifestantes vestidos de preto e mascarados, infiltraram-se no protesto e praticaram atos de vandalismo.
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Adaptação: Fernando Hirschy
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