5 milhões tiram Bórodin da cadeia
O governo russo pagou 5 milhões - US$ 2.9 mio - fiança exigida para libertar de penitenciária em Genebra, Pavel Bórodin, ex-tesoureiro do Kremlin e atual Secretário da União Rússia-Bielo-Rússia. O Procurador geral queria mantê-lo em prisão, mas o Tribunal optou pela concessão de liberdade provisória, que pode tornar-se definitiva. Bórodin viajou dia 13/4 para Moscou
Pavel Bórodin chegou em Genebra dia 7, procedente de Nova York, onde estava preso desde 17 de janeiro, por ordem da justiça suíça.
Na Suíça foi imediatamente indiciado por envolvimento em organização criminosa e corrupção por suborno. Ele teria recebido propina de aproximadamente 25 milhões de dólares de duas empresas suíças – Mabetex e Mercata – contratadas para renovar o Kremlin (escândalo que acabou atingindo também o ex-presidente Boris Iéltsin).
Bórodin era muito influente no Kremlin no governo do presidente Boris Yeltsin e suas atividades foram investigadas durante dois anos pela Justiça de Genebra. Ele também era investigado na Rússia, mas o dossiê foi arquivado por falta de provas.
Na argumentação do Tribunal de Acusação, não há provas de envolvimento de Bórodin em organização criminosa e a fiança seria para garantir que se apresentasse à Justiça, se necessário, pois as investigações na Suíça continuam.
Para o Procurador Bernard Bertossa e o juiz de instrução genebrino, Daniel Devaud, a decisão do tribunal é considerada um revés. Bertossa não parece acreditar que Bórodin volte a Genebra, quando for convocado para prestar contas à justiça. Um outro problema: é difícil provar as acusações sem colaboração da justiça russa.
swissinfo com agências
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