Cinco disputam presidência do COI
O sul-coreano, Kim Un Yong, que anunciou sua candidatura à vaga de Juan Antonio Samaranch na terça 3/4, é provavelmente o quinto e último candidato à presidência do Comitê Olímpico Internacional, o cargo mais influente do mundo esportivo. A escolha será dia 16 de julho, em Moscou.
Os candidatos são cinco, todos membros do COI, mas os favoritos são três. Além do sul-coreano Kim, um segundo concorrente ao posto com chances é o advogado canadense, Richard Pound, 59 anos, que anunciou sua candidatura dia 2. Figura ainda entre os favoritos, o cirurgião belga, Jacques Rogge, 59 anos.
Os outros dois são o ex-campeão olímpico de esgrima, Pal Schmitt, de nacionalidade húngara, e como os dois precedentes de 59 anos. E por fim, a norte-americana Anita Defrantz, a caçula do grupo com 49 anos!
Dado o prestígio que proporciona a presidência do COI, o cargo é muito cobiçado. A escolha vai depender do jogo de influências.
KIM UN YONG , um vice-presidente do Comitê Olímpico Internacional, é considerado um dos membros mais influentes do COI. Tem a seu favor, uma elogiada habilidade, fala várias línguas e tem enorme capacidade de trabalho. Um dos seus grandes méritos foi realizar com êxito os Jogos Olímpicos de Seul.
Entre as fraquezas certo envolvimento no estrondoso escândalo relativo a Salt Lake City, em 1999. Foi acusado de ter tirado proveito pessoal na atribuição dos Jogos Olímpicos de inverno à cidade americana em 2002, proveito de se teriam beneficiado seu filho e sua filha.
RICHARD POUND quer, se for eleito, “aportar contribuição significativa ao movimento olímpico. Ele é presidente interino da Agência Mundial Anti-Doping e nos últimos 15 anos realizou contratos de patrocínio de direitos de transmissão TV, realizados pelo COI. Entre esses contratos o de US$ 1,6 bilhão para os Jogos de Atenas, em 2004.
Foi Pound quem presidiu a Comissão de investigação sobre o escândalo de Salt Lake City. Sua imagem ficou arranhada na ocasião por ter sido um tanto mole ao denunciar o escândalo.
O médico belga JACQUES ROGGE fez denúncias mais veementes do caso e sua candidatura leva também vantagem pelo fato de ele ser europeu e exercer a função de presidente dos comitês nacionais olímpicos da Europa. É acusado porém de tomar posições ambíguas e de ser pouco influente em questões de marketing e de direitos.
Quanto a Pal Schmitt, sua candidatura visaria mais a preparar-se para uma outra oportunidade daqui a 8 anos. E Anita Defrantz leva desvantagem de ser americana. Segundo lembra o jornal Le Temps de Genebra, “os membros do COI não apreciaram as lições de moral quando da grande crise de 1999”, lições ministradas pelos Estados Unidos.
Resta que a escolha do substituto do espanhol Juan Antonio Samaranch vai depender de toda uma rede de influências, mesmo tendo em conta que a Comissão de Ética do COI proibiu campanhas eleitorais e promessas muito “audaciosas”.
A eleição se realiza na capital russa em 16 de julho próximo.
swissinfo com agências
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