Fifa vai abrir inquérito sobre votação de 2006
Pela primeira vez na história da Fifa, um inquérito interno será aberto para apurar se houve irregularidade na escolha da Alemanha para sediar a Copa de 2006. O Comitê de candidatura da África do Sul anunciou que também vai fazer um inquérito paralelo.
Porta-voz da Fifa, em Zurique, anunciou sexta-feira que será aberto um inquérito interno para apurar se houve alguma irregularidade na votação do Comitê Executivo que escolheu a Alemanha para sediar a Copa de 2006. É a primeira vez que isso ocorre dentro da entidade máxima do futebol.
Quinta-feira, a candidatura da Alemanha venceu a da África do Sul por 12 votos a 11 entre os 24 membros do Conselho Executivo da Fifa. Mas todo o problema está na abstenção de um dos membros, o neo-zelandês Charlie Dempsey, presidente da Confederação da Oceania. Ele votou nos dois primeiros turnos, quando foram eliminados Marrocos e Inglaterra, mas se absteve no turno decisivo, possibilitando a vitória da Alemanha.
“Atualmente, nada permite colocar em questão a atribuição da Copa de 2006 à Alemanha”, afirma porta-voz da Fifa, mas a abertura do inquérito é justificada pela “xerox de um fax” que alguns membros do Comitê Executivo teriam recebido. O conteúdo desse fax não foi revelado.
Ao chegar à Africa do Sul, o presidente do comitê de candidatura, Irvin Khoza, anunciou que seu comitê fará um inquérito paralelo mas negou-se a comentar as alegações de corrupção, afirmando que vai aguardar os resultados dos inquéritos.
Em Zurique, o porta-voz da Fifa, Keith Cooper, afirmou que a decisão de abrir o inquérito interno foi tomada em reunião do Secretário geral da Fifa, Michel Zen-Ruffinen com altos membros da delegação alemã. Franz Beckenbauer não estava presente.
Cooper disse ainda que o Neozelandês Charlie Dempsey justificou sua abstenção pelo fato de receber pressões “insuportáveis” dando a entender que eram ameaças de morte contra ele e sua família.
Swissinfo com agências
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